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Arquipelago de Origem:
Porto Santo
Data da Peça:
2025-07-19
Data de Publicação:
24/07/2026
Autor:
Cláudia Faria
Chegada ao Arquipélago:
2026-07-25
Proprietário da Peça:
Cidade do Porto Santo
Proprietário da Imagem:
Cidade do Porto Santo
Autor da Imagem:
Cidade do Porto Santo
Alberto João Jardim na apresentação do livro "Elisabeth Phelps – Com a Madeira no coração (1796-1876)", Cláudia Faria, Feira do Livro do Porto Santo, 19 de julho de 2025, ilha do Porto Santo.

Categorias
    Descrição
    Alberto João Jardim na apresentação do livro Elisabeth Phelps – Com a Madeira no coração (1796-1876), Cláudia Faria, Ponta Delgada, Letras Lavadas, 2025, ilha de São Miguel, Açores.
    Apresentação na Feira do Livro do Porto Santo, a 19 de julho de 2025, cidade do Porto Santo.

    Elisabeth Dickinson (1796-1876), filha do Capitão Thomas Dickinson (1754-1869) e de Francis de Brissac (1760-1854), chega à Madeira em 1819 acompanhada pelo seu marido, Joseph Phelps (1791-1876), um dos herdeiros da Phelps Page & Co. Instalada no Funchal, na rua do Carmo, a jovem integra-se no círculo britânico residente na capital madeirense. Enquanto se dedica à família e até aos negócios, ocupa-se do bem-estar e da melhoria das condições de vida da população local, tendo mesmo estabelecido uma escola para raparigas. Detentora de um espírito aventureiro e de um carácter pragmático e dinâmico, Mrs. Phelps foi pioneira na organização de excursões aos pontos mais altos da ilha, de picnics e plantação de árvores. Viveu na Madeira durante mais de 40 anos, aprendendo a conhecer e a disfrutar da ilha que a recebeu de braços abertos. Adoptou alguns hábitos madeirenses e introduziu outros que trouxe de Londres. Viveu entre cá e lá, mas sempre com a Madeira no coração.
    Elisabeth Phelps – Com a Madeira no Coração” proporciona-nos uma pintura, elaborada com pinceladas rigorosas da enorme importância da presença britânica na Madeira oitocentista, centrada no percurso notável de Elisabeth Dickinson Phelps, cujo legado foi notável. Esta é uma obra inovadora e fundamental para entendermos, não apenas as relações luso-britânicas na Madeira oitocentista, mas também as relações comerciais e culturais entre Portugal e Inglaterra, além do modo como a desterritorialização, se pode delinear como uma oportunidade para o florescimento de novas entidades e relações. Dora Gago, in “Prefácio” (adaptado).
    Alberto João Gonçalves Cardoso Jardim (1943; -). Filho de uma irmã do Dr. Agostinho Cardoso (1908-1979) e de um funcionário da repartição de Finanças do Funchal, falecido prematuramente, licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, escrevendo depois na Voz da Madeira, onde representou as ideias da Ala Liberal da primavera marcelista, passando, depois, para os quadros do Jornal da Madeira, órgão da Diocese do Funchal, onde foi diretor. Desempenhou, entretanto, funções diretivas na União da Cooperativa de Lacticínios e na Cooperativa Agrícola do Funchal. Tendo sido um dos fundadores do Partido Social Democrático na Madeira, veio a desempenhar o mais incontornável papel na implantação da Autonomia Regional, sendo presidente do Governo desde 17 mar. 1978 a 20 de abril de 2015, sempre com maiorias absolutas e, entre eleições regionais, autárquicas, europeias, presidenciais e legislativas nacionais, averbou para o seu partido 46 vitórias eleitorais, governando a Região ao longo de mais de 37 anos, o que é um recorde de longevidade no poder verdadeiramente notável.