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Arquipelago de Origem:
Belém
Data da Peça:
2000-00-00
Data de Publicação:
18/07/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-07-18
Proprietário da Peça:
Museu de Marinha
Proprietário da Imagem:
Museu de Marinha
Autor da Imagem:
Museu de Marinha
Nau ou carraca Madre de Deus, 1589, Museu de Marinha, 2000, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Nau Madre de Deus.
    1589 (c.)
    Maqueta de madeira, cordame e pano, comprimento: 1000 mm, altura: 280 mm, (Escala 1/50)
    Ferdinando Oliveira Simões, António Marques da Silva, Manuel Leitão, 2000 (c.)
    Museu de Marinha, Lisboa, Portugal.

    A Nau Madre de Deus, dado como o maior navio do mundo, no seu tempo, navegando a partir das Índias Orientais, na sua segunda viagem à Índia e na esperança de parar para reabastecimento nos Açores, em agosto de 1592, já no regresso a Lisboa foi atacado e capturado, por uma frota de seis navios, perto da Ilha das Flores. Foi a maior captura de sempre pelos corsários de Isabel I (1533-1603) de Inglaterra. Com destaque para Sir Walter Raleigh (1552-1618) enviado pela Rainha para reclamar o seu quinhão do saque. O valor estimado da carga equivalia a metade do tesouro inglês na altura. A Nau Madre de Deus constituiu, por isso, um dos maiores saques da História. O navio tinha 500 toneladas de carga preciosa, que incluía gemas, ouro, prata, rolos de seda, marfim, ébano, porcelana Ming, pimenta, especiarias e benjamim (uma resina aromática usada em perfumes e medicamentos), entre outros. Construída para a Carreira da Índia na Ribeira das Naus de Lisboa, em 1589, tinha 50 metros de comprimento, 14,5 metros de largura e deslocava 1600 toneladas (900 t em carga). Dispunha de 7 conveses e 32 canhões, entre outras armas, empregando uma tripulação de 600 a 700 homens.