Image
Arquipelago de Origem:
Câmara de Lobos
Data da Peça:
2026-04-09
Data de Publicação:
17/06/2026
Autor:
Museu de Imprensa da Madeira
Chegada ao Arquipélago:
2026-06-17
Proprietário da Peça:
Museu de Imprensa da Madeira
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Câmara de Lobos
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Câmara de Lobos
Rui Marote na inauguração da exposição A Autonomia na Imprensa de 1976, Museu de Imprensa da Madeira, 9 de abril de 2026, Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Rui Marote na inauguração da exposição A Autonomia na Imprensa de 1976
    Curadoria de Lourenço de Freitas.
    Fotografia da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, 9 de abril de 2026.
    Museu de Imprensa da Madeira (MIM), Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

    O Museu de Imprensa - Madeira inaugurou a 9 de abril de 2026 a exposição temporária ‘A Autonomia na Imprensa de 1976’, iniciativa que assinala os 50 anos da Autonomia Política e Administrativa da Madeira. De acordo com um comunicado da autarquia câmara-lobense, a mostra apresenta exemplares originais da imprensa regional de 1976, incluindo Diário de Notícias, Jornal da Madeira e Diário da Madeira, que documentam os principais acontecimentos desse ano histórico, desde a aprovação da Constituição da República Portuguesa até à instalação dos primeiros órgãos de governo próprio da Região. Entre os destaques estão também edições do Diário da Assembleia Constituinte, publicação que registou debates e decisões que conduziram à Constituição de 1976, cuja entrada em vigor, a 2 de abril, formalizou a criação das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. A inauguração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Celso Bettencourt, e de várias entidades regionais, entre as quais a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal e o foto-jornalista Rui Marote, já largamente representado nesta exposição e, por tal, várias vezes citado e largamente aplaudido. Organizada pelo Museu de Imprensa - Madeira, sob curadoria de Lourenço Freitas e tutela da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, a exposição convida o público a revisitar as páginas dos jornais e a sentir o pulsar da Madeira nos primeiros anos da Autonomia.
    Rui Marote (1945-) iniciou a sua atividade nos meios de comunicação em 1972 na então Lourenço Marques, em Moçambique, na firma “Som Imagem”, sendo também correspondente da RTP naquela província e, em 1973, colaborou na Telecine Moçambique. No mesmo ano realizou uma comissão de serviço em Angola, na Telecine África, participando na produção de diversos documentários em 35 mm para o Banco de Angola, em todas as províncias, abordando temas como o petróleo, café, as madeiras, algodão, pescas, artesanato, oleaginosas, diamantes. No ano seguinte, 1974, trabalhou nas Actualidades de Moçambique  e fez parte da equipa de filmagens que realizou diversos documentários sobre Cabora Bassa, tendo sido nomeado em 1974 para prémio do Ministério do Ultramar, por 3 reportagens publicadas no Jornal da Madeira. O prémio incluía uma viagem à metrópole, mas tal não se verificou devido ao 25 de Abril desse ano, com a Revolução dos Cravos. Em finais de 1975, integrou o quadro redatorial do Jornal da Madeira como repórter fotográfico. Permaneceu no JM até 1982. Em abril  de 1982 integrou o quadro redatorial do Diário de Notícias da Madeira, com a categoria de jornalista do 3º Grupo, tendo então sido correspondente de jornais portugueses e sul-africanos. Entre os seus principais trabalhos conta-se a publicação do DN-Madeira com mais de 80 páginas sobre a África do Sul, tendo fotografado os diversos líderes e personalidades sul-africanas e de Moçambique, mas também personalidades da cultura nacional e regional, em colaboração com Luís Rocha, tendo ainda fotografado em mais de 75 países, em múltiplas viagens ao redor do Mundo. Uma sua fotografia foi eleita pela agência Lusa como melhor reportagem do ano: documentava a maré negra ocorrida no Porto Santo em 1990, causada pelo petroleiro espanhol “Aragón”. O seu espólio fotográfico constituído por 135.131 negativos de 35 mm, 143 negativos de 6×6 mm, 139 diapositivos a cores e a preto e branco, 112 provas e um disco rígido contendo contendo 606 Gb em imagens digitais, foi depositado no Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, em outubro de 2023.