Image
Arquipelago de Origem:
Câmara de Lobos
Data da Peça:
2024-04-26
Data de Publicação:
15/06/2026
Autor:
Paulo Sá Braz e Museu de Imprensa da Madeira
Chegada ao Arquipélago:
2026-06-15
Proprietário da Peça:
Museu de Imprensa da Madeira
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Câmara de Lobos
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Câmara de Lobos
CF na exposição Os dias da Revolução nos Jornais Madeirenses, Museu de Imprensa da Madeira, 26 de abril de 2024, Câmara de Lobos, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    CF, Comércio do Funchal na exposição Os dias da Revolução nos Jornais Madeirenses,
    Cartoons
    de Paulo Sá Braz (1919-2003), 1974
    Coordenação de Lourenço Freitas do Museu de Imprensa da Madeira,
    Fotografia da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, 26 de abril de 2024,
    Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

    A exposição temporária, composta pelos jornais madeirenses que noticiaram a Revolução do 25 de Abril de 1974, inaugurada a 26 de abril de 2024, pelas 10:30H, no Museu de Imprensa – Madeira, sob a curadoria de Lourenço Freitas, composta por três dezenas de páginas de jornais publicas em abril e junho de 1974, na sua maioria originais, e complementada com vários painéis documentais. A exposição ficou patente ao publico até finais de julho e abriu com uma conferencia com o mesmo tema: “Os Dias da Revolução na Imprensa Madeirense – 50 Anos do 25 de Abril/74”, tendo como oradores convidados Bernardo Martins, licenciado em História, pela Universidade de Coimbra, e doutorado em Ilhas Atlânticas: História, Património, Quadro Jurídico-Institucional, pela Universidade da Madeira, e António Henrique Sampaio, antigo redator do Comércio do Funchal e jornalista da Emissora Nacional entre 1974-1975.
    O 25 de Abril de 1974 é a data da Revolução que pôs fim a 48 anos de ditadura em Portugal e restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. Ao se assinala os 50 anos do 25 de Abril/74, o Museu de Imprensa – Madeira pretendeu igualmente comemorar os 50 anos de Liberdade de Imprensa. Pois, esta, a par da liberdade de expressão, liberdade de escolha ou liberdade de decisão é um direito fundamental de um Estado de Direito. Com esta exposição reviveram-se os dias da revolução e a revisitar as noticias publicadas pelos jornais madeirenses sobre essa mesma Revolução. Alguns desses periódicos já desapareceram, como os semanários Diário da Madeira, Voz da Madeira, Comércio do Funchal, Eco do Funchal, o humorístico Re-Nhau-Nhau ou o Jornal da Madeira. O único jornal dessa época que continua a ser publicado regularmente é o Diário de Noticias. Antes do 25 de Abril de 74 a maioria da imprensa madeirense limitava-se a não hostilizar e até a elogiar o poder político, após o 25 de Abril vamos assistir à afirmação de uma imprensa livre, esclarecedora e crítica.
    Manuel Paulo Sá Braz (Fx. 16 set. 1919-2003) Começou por estudar Desenho na então Escola Industrial e Comercial do Funchal, na Rua de Santa Maria Maior, com os pintores Alfredo Miguéis (1883-1943) e Américo Tavares, mas curso que acabou por não concluir, embora profissionalmente fosse a área que seguiria, a de desenhador de arquitetura e de construção civil. Num curto tempo viria a colaborar no mítico Re-Nhau-Nhau, por 1939 e 1940, motivado pelo também caricaturista João da Paz Fernandes Rosa, de quem era amigo e admirador, passando depois para o novo Comercio do Funchal, onde, a 1 de maio de 1974, publicaria o célebre cartoon com os anteriores membros de governo, à sombra da bananeira. Colaboraria, entretanto, pontualmente, nas publicações do Dr. António Loja (1934; -), como a revista Atlântico e a nova série do Re-Nhau-Nhau. Personalidade de excecional modéstia, praticamente, só veio a conceder uma única entrevista, ao jornalista Luís Rocha, publicada na Revista do Diário, Funchal, 4 de fevereiro de 1996, número que abre com a caricatura de D. Duarte de Bragança (1945-), com que havia ganho o prémio Caricatura Salão Livre 95, o qual recebera das mãos do também caricaturista Augusto Cid (1941-2019), em Oeiras.