Instrumentos musicais madeirenses, cartaz de exposição do Festival Raízes do Atlântico 2026, Funchal, ilha da Madeira.
Categorias
Descrição
Instrumentos Musicais da Madeira
Festeiro com brinquinho.
Cartaz de exposição do Festival Raízes do Atlântico 2026
Fotografia de 1950 (c.)
Curadoria da Xarabanda – Associação Musical e Cultural, 5 de junho de 2026.
Avenida Arriaga, Funchal, ilha da Madeira.
A exposição “Instrumentos Musicais da Madeira” foi inaugurada a 5 de junho de 2026, pelas 14h30, na Avenida Arriaga, no Funchal, dando a conhecer a riqueza, a diversidade e a singularidade do património musical madeirense. A iniciativa integra a programação do Festival Raízes do Atlântico 2026 e é promovida pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direção Regional da Cultura. A mostra conta com a curadoria da Xarabanda – Associação Musical e Cultural. A exposição pretende valorizar o património musical madeirense, dando destaque aos instrumentos ligados à tradição cultural da Região e à sua importância na identidade musical do arquipélago.
O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos instrumentos musicais tradicionais madeirenses mais divulgados, sendo a cana vieira uma das matérias-primas utilizadas na sua construção. É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras, masculinas e femininas), trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas. Era costume, nos arraiais, para entretenimento, o povo formar rodas, tocando, cantando e dançando – os chamados brincos - termo que estará, provavelmente, relacionado com a designação deste instrumento. Este instrumento possui um arame, o qual entra na cana, e o tocador segura no cabo imprimindo movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos de folclore da Região, também aparece isolado pelas mãos do povo, nos arraiais tradicionais. Embora a sua origem seja incerta, segundo alguns autores este instrumento terá sido trazido para o arquipélago pelos primeiros colonizadores, estando a sua origem provavelmente relacionada com um instrumento que era utilizado nas Regiões do Minho e do Douro: a charola ou cana de bonecos (Texto MEM).
Bibliografia: Catálogo da “1ª Mostra instrumentos musicais populares: recolha, restauro, construção”, Direção Regional dos Assuntos Culturais, Câmara Municipal do Funchal, 1982; CAMACHO, Rui, TORRES, Jorge; Catálogo “Instrumentos musicais da tradição popular madeirense”, Centro de Documentação Musical Xarabanda, 2006.