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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
2008-09-00
Data de Publicação:
31/05/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-31
Proprietário da Peça:
D. Quixote
Proprietário da Imagem:
Zé Manel
Autor da Imagem:
Zé Manel
Os Maias, uma análise ilustrada, António Gomes Dalmeida e Zé Manel, Lisboa, D. Quixote, setembro de 2008, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Os Maias, uma análise ilustrada
    José Maria de Eça de Queiroz, (1845-1900), Porto, 1888
    António Gomes Dalmeida (1933-) e Zé Manel (1944-2019).
    A leitura desta obra não substitui a do romance que o génio de Eça de Queiroz imaginou – mas facilita essa leitura e a sua compreensão. É uma versão original, organizada por capítulos concisos, sobre cada um dos episódios mais interessantes e, principalmente, sobre cada uma das personagens, com apresentações individualizadas, usando as palavras exactas com que Eça as descreveu. Nesta crítica à vida lisboeta dos finais do século XIX, essas apresentações, ilustradas com os "retratos" fiéis das personagens (Carlos da Maia, Maria Eduarda, os amigos mais íntimos, como o originalíssimo Ega, e os que têm uma intervenção mais discreta), permitem apreciar um conjunto riquíssimo de tipos característicos, desde os muito respeitáveis aos pitorescos e aos simplesmente ridículos, revelando a variedade das gentes que então animavam a nossa capital. Este livro permite fazer comparações com outras épocas, evidenciando a argúcia com que o Autor analisou, com humor agudo e acutilante, os lisboetas, a vida em Lisboa – e, a partir daí, todo o país.
    Lisboa, D. Quixote, setembro de 2008, Portugal.

    Zé Manel, pseudónimo de José Manuel Domingues Alves Mendes (Lisboa, 22 jan. 1944; Idem, 24 jan. 2019), foi cartunista, ilustrador e criador de banda desenhada português, filho de António Alves Mendes (Méco, c. 1920, já uma referência em 1940), Zé Manel tinha o curso de desenhador-gravador-litógrafo na Escola de Artes Decorativas António Arroio, escola à qual sempre atribuiu especial referência na sua formação. Entre as muitas publicações para as quais trabalhou, contam-se o Diário de Notícias de Lisboa, o Jornal do Exército, a Rádio & Televisãoas Flores e o Sol, que foi editado no Japão e, em abril de 2005, criou Futurológica, uma banda desenhada a cores para o jornal Mundo Universitário. Entre as muitas obras para a infância por si ilustradas, destaca-se a edição original de "O Soldado João", uma história anti belicista de Luísa Ducla Soares (1939-), que, em 1973, inaugurou a coleção Cor Infantil da Editorial Estúdios Cor, então dirigida por José Saramago (1922-2010). A história, com o seu apelo à paz, concebida originalmente para o suplemento infantil do Diário Popular, fora ali proibida pela censura. Fez muitas capas e muitos bonecos para a “Bomba H” (1963 a 1978), para “A Chucha” (1975) e para “O Cágado” (1978). Mostrou amplamente a sua veia humorística na revista “Rádio & Televisão”,O Emigrantee Fungagá da Bicharada. Ilustrou os livros “Manual da Má-Língua” (publicado antes do 25 de Abril, e devidamente apreendido pela Censura), e “Os Salazarentos”, que saiu em 1975, além dos 4 álbuns das “Histórias do Renato, um Menino muito Chato”. Uma parte da sua obra foi apresentada em "Eros Uma Vez..." nome dado à exposição organizada por Osvaldo Macedo de Sousa (1954-), com trabalhos do Zé Manel, a 13 de março de 2014, na BD Amadora, onde, em 2011, recebera o Prémio de Honra (dados António Gomes de Almeida, de jan. 2018 e pub. jan. 2019).