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Arquipelago de Origem:
Santa Cruz (Madeira)
Data da Peça:
1978-12-00
Data de Publicação:
29/05/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-29
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Santa Cruz
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Santa Cruz
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Santa Cruz
Câmara Municipal de Santa Cruz, reforma do arquiteto Luís da Conceição Teixeira, dezembro de 1978, Santa Cruz, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Câmara Municipal de Santa Cruz.
    Arquiteto Luís da Conceição Teixeira (1913-1984), inaugurado em dezembro de 1978.
    Praça com o cruzeiro com as armas da família Freitas, mármore, 336 cm., oficina de Lisboa, 1520 (c.).
    Largo da igreja matriz de Santa Cruz, ilha da Madeira.

    O inicial edifício ou conjunto edificado foi adquirido por João de Freitas (c. 1465-c. 1533), em 1516, com o intuito de ali instalar a Câmara de Santa Cruz, após a elevação a vila, que ocorreu em 1515. Estima-se que este edifício tenha sido construído nas primeiras décadas do século XVI e, posteriormente, no século XX, sofreu uma ampliação e reabilitação com o projeto da autoria do arquiteto Luís da Conceição Teixeira (1913-1984), que se baseou nas características comuns aos edifícios públicos do Estado Novo. No exterior, sobressai a porta em arco quebrado de dois colunelos e de duas arquivoltas, rematados pelas armas reais de D. Manuel. É de destacar, também, as janelas de estilo manuelino de apenas um colunelo e uma arquivolta. No interior, é possível contemplar uma pintura alusiva às atividades económicas e culturais do Concelho, da autoria de Teresa Brazão, o teto em masseira do Salão Nobre e a heráldica régia manuelina, que outrora estava colocada no centro do teto, e que, atualmente, se encontra numa parede lateral. Este edifício é o único com estatuto de Monumento Nacional existente no Município, pelo facto de ser a única Câmara, na Ilha da Madeira, que manteve a sua sede desde o século XVI, e, também, por ser um dos raros exemplos a nível nacional.
    O cruzeiro com as armas de João de Freitas, embora restaurado em 1899, conforme noticiou a Ilustração Portuguesa n.º 3,  já assim aparece na litografia de James Bulwer, de 1827, embora a alguns metros onde hoje se levanta, tendo ocupado o local do antigo pelourinho demolido por volta de 1834 a 1835.