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Arquipelago de Origem:
Amadora
Data da Peça:
2014-03-13
Data de Publicação:
25/05/2026
Autor:
Zé Manel
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-25
Proprietário da Peça:
Herdeiros
Proprietário da Imagem:
Leituras de BD
Autor da Imagem:
Leituras de BD
Prancha 3 de Os 7 Magníficos candidatos a Belém, Zé Manel e António Gomes de Almeida, Lisboa, 1980, BD Amadora, 2014, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Prancha 3 de Os 7 Magníficos candidatos a Belém.
    (Miss Bethlém)
    Desenho de Zé Manel (1944-2019) e textos interiores de António Gomes de Almeida, Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas, 1980, Portugal.
    Exposição Eros Uma Vez ..., O Humorista Zé Manel, produzida por Osvaldo Macedo de Sousa (1954-)/Humorgrafe e que integrou o 18º Salão Internacional Moura BD 2013,
    Fotografia de Leituras de BD, 13 de março de 2014,
    Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, BD Amadora, Portugal.

    Tratavam-se de figuras com grande destaque político naqueles anos seguintes ao 25 de Abril de 1974 e que se perfilavam para concorrer à presidência da República, ao palácio de Belém, entre os quais Manuel Alegre (1936; -, PS) e Carlos Brito (1933-2026, PCP), vários militares, como o brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho (1936-2021),  os generais Ramalho Eanes (1935;-), António Soares Carneiro (1928-2014) e Galvão de Melo (1921-2008), e o brigadeiro António Pires Veloso (O Rei do Norte, 1926-2014, tio de Rui Veloso, 1957), tal como depois nas pranchas interiores, alguns dos políticos ligados a partidos que os apoiavam, nomeadamente Álvaro Cunhal (1913-2005, PCP), Diogo Freitas do Amaral (1941-2019, CDS) e Francisco de Sá Carneiro (1934-1980, PPD). E pela leitura de sete destes nomes se percebe que o título "Os 7 Magníficos Pretendentes" não era inocente: referia-se exatamente aos sete candidatos que, na época, aspiravam à Presidência da República. Três dias antes das eleições, a 4 de dezembro de 1980, um estranho acidente de avião sobre Camarate, ceifaria as vidas de Sá Carneiro e dos seus acompanhantes. Nas eleições de 7 de dezembro confirmou-se a recandidatura de Ramalho Eanes, que voltaria a ganhar (56 % dos votos), de Soares Carneiro (40 %),  Otelo Saraiva de Carvalho (1,49 %), Galvão de Melo (0,84 %) e Pires Veloso (0,78 %), acabando por não concorrer Manuel Alegre (PS) e Carlos Brito (PCP).
    A sala de exposições temporárias do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI) acolheu a partir do dia 13 de março de 2014 a mostra Eros Uma Vez… O Humorista Zé Manel, dedicada à obra de José Manuel Alves Mendes, o desenhador que assina Zé Manel. Esta exposição é composta por pranchas, ilustrações, desenhos originais e publicações, divididas três núcleos distintos: o primeiro dedicado à banda desenhada (para um público infantil e adulto); o segundo ao humor na Imprensa (os diferentes jornais e revistas em que colaborou); e o terceiro ao erotismo, tema que atravessa grande parte da sua obra. Eros Uma Vez… O Humorista Zé Manel foi produzida por Osvaldo Macedo de Sousa/Humorgrafe e integrou o 18º Salão Internacional Moura BD 2013,  e traça um breve percurso pelo trabalho de Zé Manel que, além da banda desenhada, a ilustração, e a caricatura, estende o seu trabalho a áreas tão distintas como os vitrais, o design gráfico, a cenografia para teatro e para cinema de animação, ou a ilustração para livros escolares. A exposição tem entrada livre e pode ser vista até 9 de abril, de segunda a sexta-feira das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, neste novo espaço, que abriu portas em novembro de 2013, por ocasião do 24º AmadoraBD.
    Zé Manel, pseudónimo de José Manuel Domingues Alves Mendes (Lisboa, 22 jan. 1944; Idem, 24 jan. 2019), foi cartunista, ilustrador e criador de banda desenhada português, Filho de António Alves Mendes (Méco, c. 1920, já uma referência em 1940), Zé Manel tinha o curso de desenhador-gravador-litógrafo na Escola de Artes Decorativas António Arroio, escola à qual sempre atribuiu especial referência na sua formação. Entre as muitas publicações para as quais trabalhou, contam-se o Diário de Notícias de Lisboa, o Jornal do Exército, a Rádio & Televisãoas Flores e o Sol, que foi editado no Japão e, em abril de 2005, criou Futurológica, uma banda desenhada a cores para o jornal Mundo Universitário. Entre as muitas obras para a infância por si ilustradas, destaca-se a edição original de "O Soldado João", uma história anti belicista de Luísa Ducla Soares (1939-), que, em 1973, inaugurou a coleção Cor Infantil da Editorial Estúdios Cor, então dirigida por José Saramago (1922-2010). A história, com o seu apelo à paz, concebida originalmente para o suplemento infantil do Diário Popular, fora ali proibida pela censura. Fez muitas capas e muitos bonecos para a “Bomba H” (1963 a 1978), para “A Chucha” (1975) e para “O Cágado” (1978). Mostrou amplamente a sua veia humorística na revista “Rádio & Televisão”,O Emigrantee Fungagá da Bicharada. Ilustrou os livros “Manual da Má-Língua” (publicado antes do 25 de Abril, e devidamente apreendido pela Censura), e “Os Salazarentos”, que saiu em 1975, além dos 4 álbuns das “Histórias do Renato, um Menino muito Chato”. Uma parte da sua obra foi apresentada em "Eros Uma Vez..." nome dado à exposição organizada por Osvaldo Macedo de Sousa (1954-), com trabalhos do Zé Manel, a 13 de março de 2014, na BD Amadora, onde, em 2011, recebera o Prémio de Honra (dados António Gomes de Almeida, de jan. 2018 e pub. jan. 2019).