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Arquipelago de Origem:
Santa Maria Maior (Funchal)
Data da Peça:
2026-05-01
Data de Publicação:
23/05/2026
Autor:
Câmara Municipal do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-23
Proprietário da Peça:
Diocese do Funchal
Proprietário da Imagem:
Roberto Matos/ALRAM
Autor da Imagem:
Roberto Matos
Procissão do Voto de São Tiago Menor de 2026, Rua de Santa Maria, 1 de maio de 2026, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Procissão do Voto de São Tiago Menor de 2026
    Procissão que utilizou como cartaz a imagem de Santiago Menor, padroeiro do Funchal, pintura a óleo por monotipia, 100 x 70 cm.; Rui Carita (1946-), 1987, da Sala da Assembleia Municipal do Funchal, tal como manteve a nova tradição dos colares de maio, até recentemente não comum no Funchal e nas áreas urbanas.
    Fotografia de Roberto Matos, Assembleia Legislativa da RAM, 1 de maio de 2026.
    Rua de Santa Maria, Funchal, ilha da Madeira.

    Cronologia do Voto:
    1521, 7 mar. - grande surto de peste no Funchal, que chega a levar ao abandono parcial da cidade; 11 jun. - auto do voto da cidade em que saiu por sortes como padroeiro Santiago Menor; 1523, 24 jan. - renovação voto da cidade a Santiago Menor, acrescentando-se os bem aventurados São Sebastião e São Roque, habituais padroeiros contra as epidemias, como padroeiros secundários; 21 jul. - procissão da Sé para o cabo do calhau e lançamento da 1ª pedra da futura igreja; c. 1530 - tríptico de Santiago Menor e São Filipe, celebrados no mesmo dia 1 de maio, com os retratos de Simão Gonçalves da Câmara (1460-1530) e família, da oficina flamenga de Pieter Coeck Van Aelst (1502-1556), hoje no Museu de Arte Sacra; 1538, 2 jan. - terramoto no Funchal ajudando à proliferação dos casos de peste; 1º Maio - renovação do voto e procissão da Sé para a Igreja de Santiago e entrega das varas ao Santo (tradição que ainda se mantém); 1632, 22 jun. - renovação camarária do Voto; 25 jul. - sagração das obras de ampliação da primitiva igreja em dia de Santiago Maior pelo bispo D. Jerónimo Fernando (c. 1590-1650); 1748, 31 mar. - terramoto no Funchal que arruína gravemente a antiga igreja; 1751 - reconstrução da igreja de Santiago segundo traça do mestre das obras reais Domingos Rodrigues Martins (c. 1710-1781); 1754, 30 jan. - determinação camarária da demolição da nova igreja para ampliação; c. 1760 - contrato camarário com o pintor João António Vila Vicenzo (ou Vilavicêncio, c. 1720-1796) para as novas obras; 1768 - conclusão dos trabalhos da nova igreja; 1789 - transladação da imagem de São Tiago da Sé para a nova igreja em Santa Maria Maior; 1803, 9 out. - aluvião no Funchal que destruiu irremediavelmente a velha matriz de Nossa Senhora do Calhau, passando a servir de matriz a igreja camarária de São Tiago, como se lê, de forma, talvez abusiva, na fachada: "Hic lapis indicat liberalitatem senatus et populi hance cclesiam Fidelissimo Principi Regenti offerentium in locum parochiae per inundationem aquarum destructae. Anno Domini MDCCCIII"; 1950 (c.) - execução das imagens dos altares laterais, nas oficinas de Braga;
    Os colares de flores de giesta tradicionais da Festa dos Maios, especialmente na Ponta do Pargo são uma tradição muito antiga, ligada à primavera e aos rituais da agricultura, ocorrendo no equinócio da primavera e o solstício do verão. Manda a tradição que na noite de 30 de abril para 1 de maio as pessoas enfeitem as portas, janelas e outros locais com flores e giestas amarelas e, em alguns lugares, também com bonecas de palha enfeitadas. Dessa forma afastavam-se “os maus espíritos”, colocando-se mesmo os colares de flores de giesta no ferrolho da porta. Esta tradição chama-se “as maias”, “os maios” ou “a flor do maio”, dizendo-se: “pôr as maias à porta” e é diferente consoante as regiões.