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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1990-05-00
Data de Publicação:
16/05/2026
Autor:
Rui Marote
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-16
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira
Proprietário da Imagem:
Rui Marote
Autor da Imagem:
Rui Marote
Maria Ascensão na Festa da Flor de 1990, fotografia de Rui Marote, Avenida Zarco, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Maria Ascensão na Festa da Flor de 1990
    (1926-2001)
    Fotografia de Rui Marote divulgada pelo Museu de Fotografia da Madeira.
    Avenida Zarco, Funchal, ilha da Madeira

    O Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha foi fundado em março de 1948 com o objetivo de representar a Madeira e Portugal no Concurso Internacional de Danças de Madrid, em Espanha, evento em maio desse ano, em que foi agraciado com o 2º lugar na modalidade de Danças Mistas. O dia 1 de novembro foi a data escolhida para a celebração do seu aniversário. O seu primeiro diretor artístico foi Carlos Maria dos Santos (1893-1955), etnógrafo que realizou inúmeras recolhas sobre as músicas, danças, trajes e costumes de todo o arquipélago da Madeira contribuindo de forma muito relevante para a projeção deste Grupo dentro e fora do país. Graças ao grande número de homens e mulheres que passaram pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, a sua atividade permaneceu ininterrupta desde 1948, fazendo dele o mais antigo grupo de folclore na Região Autónoma da Madeira.
    Algumas datas importantes na vida de Maria Ascensão (1926-2001), imagem do Grupo Folclórico da Camacha: 1949: Integra o Grupo de Folclore da Casa do Povo da Camacha, sendo entrevistada e fotografada pela revista Século Ilustrado (Lisboa); participação no Grande Concurso Internacional de Danças de Madrid (2º lugar); 1950: Participação no documentário “Pérola do Atlântico” de Artur Agostinho (1920-2011) e João Villaret (1913-1961); 1951: Atuação em Espanha (Biarritz, Saragoça, Madrid) e Portugal (Lisboa); participação no documentário “Madeira Story”, realizado por Charles Horace Zino (1912-1973); referência num artigo na revista “Flama” sobre a importância do Grupo Folclórico da Camacha, na propaganda dos Costumes da Madeira; 1954: participação na Festa da Primavera (Funchal); 1955: participação no festival internacional do País de Gales (Inglaterra); 1956: participação num evento etnográfico em Braga; 1962: participação no Festival Internacional de Folclore realizado pela Estoril–Sol (Portugal); 1965: atuação em Joanesburgo (África do Sul); 1971: Digressão Europeia; 1973: digressão aos Estados Unidos da América; 1977: digressão na África do Sul; 1978: digressão na Venezuela; 1984: integra a comissão de recuperação do ritual da Festa do Espírito Santo; 1985: homenageada pela Secretaria de Turismo e Cultura; 1991: homenageada pelo Presidente do Governo Regional da Madeira; 1995: gravação do CD-Áudio a solo (Nº1 – Maria Ascensão Teixeira (Camacha) – Recolhas Xarabanda; 2002, ago. criação do festival e prémio de folclore Maria Ascensão;
    Rui Marote (1945-) iniciou a sua atividade nos meios de comunicação em 1972 na então Lourenço Marques, em Moçambique, na firma “Som Imagem”, sendo também correspondente da RTP naquela província e, em 1973, colaborou na Telecine Moçambique. No mesmo ano realizou uma comissão de serviço em Angola, na Telecine África, participando na produção de diversos documentários em 35 mm para o Banco de Angola, em todas as províncias, abordando temas como o petróleo, café, as madeiras, algodão, pescas, artesanato, oleaginosas, diamantes. No ano seguinte, 1974, trabalhou nas Actualidades de Moçambique  e fez parte da equipa de filmagens que realizou diversos documentários sobre Cabora Bassa, tendo sido nomeado em 1974 para prémio do Ministério do Ultramar, por 3 reportagens publicadas no Jornal da Madeira. O prémio incluía uma viagem à metrópole, mas tal não se verificou devido ao 25 de Abril desse ano, com a Revolução dos Cravos. Em finais de 1975, integrou o quadro redatorial do Jornal da Madeira como repórter fotográfico. Permaneceu no JM até 1982. Em abril  de 1982 integrou o quadro redatorial do Diário de Notícias da Madeira, com a categoria de jornalista do 3º Grupo, tendo então sido correspondente de jornais portugueses e sul-africanos. Entre os seus principais trabalhos conta-se a publicação do DN-Madeira com mais de 80 páginas sobre a África do Sul, tendo fotografado os diversos líderes e personalidades sul-africanas e de Moçambique, mas também personalidades da cultura nacional e regional, em colaboração com Luís Rocha, tendo ainda fotografado em mais de 75 países, em múltiplas viagens ao redor do Mundo. Uma sua fotografia foi eleita pela agência Lusa como melhor reportagem do ano: documentava a maré negra ocorrida no Porto Santo em 1990, causada pelo petroleiro espanhol “Aragón”. O seu espólio fotográfico constituído por 135.131 negativos de 35 mm, 143 negativos de 6×6 mm, 139 diapositivos a cores e a preto e branco, 112 provas e um disco rígido contendo contendo 606 Gb em imagens digitais, foi depositado no Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, em outubro de 2023.