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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
2023-04-00
Data de Publicação:
11/05/2026
Autor:
Maria Lamas
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-11
Proprietário da Peça:
Comissão das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril
Proprietário da Imagem:
Comissão das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril
Autor da Imagem:
Maria Lamas e Comissão
As Mulheres do Meu País, Maria Lamas, reedição de Lisboa, Público, março e abril de 2023 e seguintes, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Maria Lamas, As Mulheres do Meu País
    (1893-1983)
    Reedição dos 15 fascículos editados entre maio de 1948 e abril de 1950
    Lisboa, Público, março e abril de 2023 e seguintes.
    Comissão das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, Portugal

    As Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril pretendem celebrar a conquista da liberdade e a construção da democracia. Entre 2022 e 2026, a Comissão promoveu um conjunto amplo e diverso de iniciativas que conciliam a evocação da memória da resistência e da Revolução com a reflexão sobre o futuro. No final da década de 40, o panorama artístico nacional acompanha a realidade política de ascendente oposição à ditadura do Estado Novo. No contexto do pós-guerra, os movimentos de oposição ao regime tomam novo fôlego, na expectativa de que a mudança na política europeia pudesse favorecer o fim da Ditadura portuguesa, esperança que em breve se veria gorada, com a reafirmação do regime e a sua permanência até à instauração da Democracia em 25 de Abril de 1974. É neste contexto social e político que a escritora, jornalista e ativista feminista Maria Lamas realiza o projeto editorial de «As Mulheres do Meu País».  O seu percurso de ativista e opositora política ao regime consolida-se neste período, com a presidência do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1911-1947), as suas participações na Federação Democrática Internacional das Mulheres (1945) e no Movimento de Unidade Democrática, um dos coletivos políticos mais ativos na oposição à Ditadura na década de 40. O projeto de As Mulheres do Meu País foi editado em fascículos, entre maio de 1948 e abril de 1950, e foi uma resposta/protesto da autora pela ordem política de dissolução do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, em 1947, organização histórica à qual presidia desde 1945 e que teve desde a sua criação em 1914 um papel determinante na representação, a nível nacional, das lutas do movimento feminista internacional.
    Maria Lamas, de seu nome completo de registo, Maria da Conceição Vassalo e Silva (Torres Novas, 6 out. 1893-Lisboa, 6 dez. 1983), era a irmã mais velha do general Manuel António Vassalo e Silva (Torres Novas, 8 nov. 1899; Lisboa, 11 ago. 1985), último governador do Estado Português da Índia, passando a usar o apelido Lamas, depois de breve casamento, tendo sido uma das principais ativistas portuguesas dos direitos das mulheres. Diretora e fundadora da revista Modas e Bordados, foi perseguida pela PIDE e tendo estado detida em Caxias em 1949, 1950-1951, depois da publicação das Mulheres do Meu País e, de novo, em 1953,  recolhendo-se então no Funchal em 1954 e 1955, onde escreveu Arquipélago da Madeira, Maravilha Atlântica, editado pelo Eco do Funchal, de Maria Mendonça (1916-1997), também em folhetos, a partir de 1956, tendo seguido em 1960 para Paris, onde se manteve exilada e de onde só regressou a Portugal a 3 de dezembro de 1969, com a Primavera Marcelista.