Folhas Perdidas, Eugénia Rego Pereira, Funchal, 1929, ilha da Madeira
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Descrição
Eugénia Rego Pereira, Folhas Perdidas, Funchal, 1929
(1875-1947).
Funchal, ilha da Madeira.
D. Maria Eugénia de Afonseca Acciaiolly Rego Pereira (Ponta do Sol, 1 maio 1875; Funchal, 27 ago. 1947). Filha de Carlos Acciaiolly Rego, escrivão da Fazenda e de Juliana de Afonseca Acciaiolly Rego, casou com o primeiro-tenente da Armada João Higino Pereira (1875-1906), mas falecido prematuramente e do qual ficou com um filho. Montou então um salão de dança, à Rua do Bispo, por onde haveriam de passar gerações de madeirenses e onde se haveriam de ensaiar inúmeras peças musicais, récitas e um sem número de espetáculos depois montados em diversos locais. As suas coreografias e, muitas vezes, todo o espetáculo, inclusivamente os diálogos e as letras, definiram uma época. Deixou ainda uma vasta obra poética e literária dispersa pelos jornais locais. Funcionando o salão de D. Eugénia quase paredes-meias com o antigo Paço Episcopal, hoje Museu Diocesano de Arte Sacra, onde funcionava o Liceu, a partir de 1929, dado o volume de trabalho, passa a trabalhar ali também como ensaiador e coreógrafo, o antigo desenhador de bordados Henrique Martins (1904-1996), que estivera em Paris, entre 1924 e 1929, e que então regressara ao Funchal. Cf. Eugénia Rego Pereira, coleção Baltazar Dias, coordenação de Luísa Paolinelli e Cristina Trindade, com o apoio de Carlos Barradas e Cláudia Neves, Funchal, Imprensa Académica, novembro de 2020, ilha da Madeira.