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Arquipelago de Origem:
Sintra
Data da Peça:
1925-00-00
Data de Publicação:
03/05/2026
Autor:
Eduardo Viana
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-03
Proprietário da Peça:
Novo Banco
Proprietário da Imagem:
Novo Banco
Autor da Imagem:
Novo Banco
Paisagem de Sintra, óleo de Eduardo Viana, 1925, coleção Novo banco, em depósito no Palácio de Belém, em Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Paisagem de Sintra,
    Óleo sobre tela, 130 x 200 cm.
    Eduardo Viana (1881-1967), 1925.
    Em 1925 Eduardo Viana realizou esta Paisagem de Sintra juntamente com outra pintura, a Paisagem Algarvia, para a decoração da Brasileira do Chiado. Antes de serem colocadas, as pinturas foram apresentadas no Salão de Outono, a primeira exposição da geração modernista. A paisagem, vista numa configuração geometrizante, articula-se cenograficamente em diferentes planos cromáticos que se desenrolam até ao horizonte. São claras as influências da pintura de Cézanne e a inspiração na audácia dos cromatismos fauvistas, que Viana descobre durante a sua viagem a França no início no século, e reinterpreta numa síntese muito pessoal, com uma inegável sensibilidade e capacidade técnica. É uma obra produzida num período particularmente interessante e criativo, orientado para valores puramente plásticos que rompem definitivamente com os princípios da pintura naturalista..
    Coleção Novo Banco, em depósito no Palácio de Belém, Lisboa e hoje (2026), na sala de receção e visitas do Presidente da República, Portugal

    Eduardo Afonso Viana (1881; 1967) fez o curso de Pintura da Escola de Belas-Artes de Lisboa e em 1905 foi para Paris, onde se tornou amigo de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) e, juntamente com Amadeo e o casal Robert (1885-1945) e Sonia Delaunay (1885-1979), desenvolveu em 1916 o cromatismo tímbrico. Não chegou nunca a realizar pinturas abstractas, mas no início dos anos 20 proclamava-se cubista. O sentido moderno da cor permitiu-lhe entender a obra de Cézanne (1839-1906). Eduardo Viana realizou a sua 1ª exposição individual no Porto, na Galeria da Misericórdia, em 1920 e, em 1921 outra, em Lisboa. Nesta cidade realizará a sua terceira e última exposição individual, em 1923. Neste ano colabora em Lisboa, na exposição dos Cinco Independentes (Dórdio Gomes, Henrique e Francisco Franco, Alfredo Migueis e Diogo de Macedo). Organizou o primeiro Salão de Outono na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), em 1925, exposição que marcou uma nova fase artística no país e, logo em 1926, participa no segundo Salão de Outono, ao lado de António Soares, José Tagarro e Carlos Botelho, entre outros. Entre 1930 e 1940, Viana reside durante longos períodos em Paris e Bruxelas. Em 1965 recebe o Prémio Nacional de Arte do Secretariado Nacional de Informação e, em 1967, participa na Exposição Internacional de Bruxelas.
    No momento em que o naturalismo constituía o gosto da classe dominante em Portugal, os quadros de Viana foram os primeiros quadros modernos a ser apreciados. Para além dos sistemas cromáticos naturalistas e cézannianos, Viana acentuou a marca do seu sensualismo, dando a esta paisagem um aspecto quase tropical (texto de Pedro Dias, pub. in Marcos da Arte Portuguesa, Pub. Alfa, Lisboa, 1986, n.º 123).