Francisco Fanhais, Zeca Afonso e José Mário Branco, Quando a Cantiga era uma Arma, capa da revista Visão História, Lisboa, 7 de novembro de 2023, Portugal
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Quando a Cantiga era uma Arma, capa da revista Visão História,
Francisco Fanhais (1941-), Zeca Afonso (1929-1987) e José Mário Branco (1942-2019),
Lisboa, 7 de novembro de 2023, Portugal
Em 1973, José Mário Branco (1942-2019) compôs A cantiga é uma arma. Começa assim: “A cantiga é uma arma / Eu não sabia / Tudo depende da bala / E da pontaria”. A palavra cantada pode mover multidões e, entre as linhas de cada partitura, há muitas mensagens que se podem passar. Embora seja impossível dar como certa a relação simbiótica entre a música de intervenção portuguesa e o 25 de Abril, é certo que as mensagens veiculadas por Zeca Afonso, Sérgio Godinho (1945-), José Mário Branco, Fausto Bordalo Dias (1948-2024), entre outros, eram o espelho de um descontentamento que quebrava as fronteiras da música. E isso é e sempre foi verdade: em Portugal e no mundo, há melodias que não saem da memória coletiva e continuam a ser ecoadas por multidões em protesto.