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Arquipelago de Origem:
Portugal
Data da Peça:
1930-00-00
Data de Publicação:
19/04/2026
Autor:
Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-19
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Palácio Correio Velho
Autor da Imagem:
Palácio Correio Velho
Família, terracota pintada de Ernesto Canto da Maya, 1930 (c.), coleção particular, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Família
    Terracota pintada, 42 x 20 x 26 cm.
    Canto da Maya (Ernesto do Canto Faria e Maia, 1890-1981), Épreuve retouchée par l'artisteprova de artista, 1930 (c.).
    Um outro exemplar desta Família de Ernesto Canto da Maya encontra-se no Núcleo do Recolhimento de Santa Bárbara do Museu Carlos Machado, tendo aparecido outro exemplar no Palácio do Correio Velho, Lisboa, 29 de maio de 2023, lote 197, avaliada em €10,000 - €20,000 e vendida por €17,000.00 e ainda voltaria a aparecer outro, na mesma leiloeira, leilão de 9 março de 2026, lote 258, com a mesma avaliação e vendido por €10,000.00.
    Catálogo de leilão no Palácio do Correio Velho, Lisboa, 27 de novembro de 2023, lote 321, avaliada em €10,000 - €20,000 e vendida por €10,000.00
    Lisboa, Portugal.

    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.