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Arquipelago de Origem:
Paris
Data da Peça:
1995-02-00
Data de Publicação:
18/04/2026
Autor:
Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-18
Proprietário da Peça:
CAM Gulbenkian
Proprietário da Imagem:
CAM Gulbenkian
Autor da Imagem:
CAM Gulbenkian
Mulher da serpente, Canto da Maya, 1923, exposição da Fundação Calouste Gulbenkian, Paris, fevereiro a abril de 1995, França

Categorias
    Descrição
    La Femme au Serpent

    Poliéster, 44 x 17 x 36,5 cm.
    Canto da Maya (1890-1981), 1923.


    Figura feminina sobre base oval, sentada sobre si, com a perna esquerda fletida, unindo os braços junto ao peito. Nas mãos, abertas em concha, uma maçã e, por entre as pernas e com a cabeça junto ao ventre, uma serpente. O cabelo é apanhado junto à cabeça e cobre as orelhas sob a forma de vírgulas invertidas, que participou em exposições várias, como entre 9 fev. e 6 abr. 1995, no Centre Culturel Portugais/FCG, Paris.

    Existe também versão no Museu Nacional do Azulejo (MNAz 351 Cer), Convento da Madre de Deus, adquirido no leilão do Palácio do Correio Velho, em Lisboa, leilão de 11 a 19 dez. 2000, do espólio dos herdeiros de Canto da Maya, através de Fundos PIDDAC/2000


    Centro de Arte Moderna (Inv. 81E883) da Fundação Calouste Gulbenkian.
    Fotografia da exposição do Centre Culturel Portugais/FCG, Paris, França



    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.