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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1929-00-00
Data de Publicação:
18/04/2026
Autor:
Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-18
Proprietário da Peça:
Museu Nacional do Azulejo
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Canto de Ilusão, terracota pintada de Canto da Maya, 1929, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Canto de Ilusão
    Terracota pintada, 46,5 x 34,5 x 5 cm.
    Canto da Maya (Ernesto do Canto Faria e Maia, 1890-1981), Lisboa, 1929.
    Um outro exemplar encontra-se no Museu Carlos Machado de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores
    Baixo-relevo em terracota polícroma, a verde e amarelo. Representação da família, inscrita num espaço semi-circular, em forma de nicho. Representação sob a forma de um casal ajoelhado em que o homem abraça a mulher que segura uma criança nos braços. O fundo é paradisíaco, sendo constituído por flores, frutos e animais, hortências e uma árvore em flor, uma ovelha e uma pomba. No lado esquerdo encontra-se uma rapariga de tranças, de tamanho simbolicamente reduzido.
    Adquirida a José Luís Roma Abrantes.

    Museu Nacional do Azulejo (MNAz 394 Cer), Lisboa, Portugal.

    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.