Image
Arquipelago de Origem:
São Miguel (Açores)
Data da Peça:
1934-00-00
Data de Publicação:
16/04/2026
Autor:
Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-16
Proprietário da Peça:
Museu Carlos Machado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
O beijo, terracota pintada Ernesto Canto da Maya, 1934, Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.

Categorias
    Descrição
    O Beijo.
    Baiser
    Terracota pintada, 95 x 80 x 55 cm.
    Ernesto do Canto Faria e Maia (1890-1981), 1934.
    Existe versão ligeiramente diferente, em que o homem apresenta barba, no Museu Soares dos Reis (343 Esc MNSR), no Porto, adquirida em 2000.
    Fotografia de 2019.
    Núcleo do Recolhimento de Santa Bárbara do Museu Carlos Machado.
    Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.

    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.
    O Recolhimento de Santa Bárbara remonta ao início do séc. XVII, e foi mandado construir por Roque Teixeira Fonseca e sua esposa Maria Esteves, que também fizeram erguer a ermida sob a invocação de Santa Bárbara. A partir de 1662, as suas filhas passaram a viver nesta casa, como se fossem freiras recolhidas, de hábito branco e sob a Ordem Terceira de Santo Agostinho. A sua fama de honestidade e as suas virtudes depressa ultrapassaram a clausura, espalhando-se pela cidade e atraindo aquela residência algumas dezenas de donzelas. Após a morte da esposa, Roque Teixeira Fonseca foi ordenado sacerdote e constituiu como herdeira sua irmã, Maria de Santo António, que ficou como regente do Recolhimento e, em testamento de 1674, vinculou toda a propriedade para aí viverem e se recolherem donzelas com sua regente.