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Arquipelago de Origem:
São Miguel (Açores)
Data da Peça:
1929-00-00
Data de Publicação:
15/04/2026
Autor:
Ernesto Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-14
Proprietário da Peça:
Museu Carlos Machado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Adão e Eva, terracota pintada Ernesto Canto da Maya, 1929-1939, Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.

Categorias
    Descrição
    Adão e Eva.
    Terracota pintada, 167 cm.
    Ernesto do Canto Faria e Maia (1890-1981), 1929-1939.
    Trabalho que foi realizado para integrar uma fonte de jardim do arquiteto paisagista Paul Andrieu e que foi exibida no Salão de Outono de Paris em 1929. A obra que marca um ponto alto da maturidade do escultor, foi em 1935 adquirida pelo Estado francês e permaneceu no Museu de Jeu de Paume até 1947. O exemplar do Museu Nacional de Arte Contemporânea  (Inv. 918) foi adquirido em 1939 pelo Estado ao Autor e desconhecendo-se a data da versão dos Açores.
    Fotografia de 2019.
    Núcleo do Recolhimento de Santa Bárbara do Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.

    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.
    O Recolhimento de Santa Bárbara remonta ao início do séc. XVII, e foi mandado construir por Roque Teixeira Fonseca e sua esposa Maria Esteves, que também fizeram erguer a ermida sob a invocação de Santa Bárbara. A partir de 1662, as suas filhas passaram a viver nesta casa, como se fossem freiras recolhidas, de hábito branco e sob a Ordem Terceira de Santo Agostinho. A sua fama de honestidade e as suas virtudes depressa ultrapassaram a clausura, espalhando-se pela cidade e atraindo aquela residência algumas dezenas de donzelas. Após a morte da esposa, Roque Teixeira Fonseca foi ordenado sacerdote e constituiu como herdeira sua irmã, Maria de Santo António, que ficou como regente do Recolhimento e, em testamento de 1674, vinculou toda a propriedade para aí viverem e se recolherem donzelas com sua regente.