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Arquipelago de Origem:
Calheta (Madeira)
Data da Peça:
2023-01-27
Data de Publicação:
10/04/2026
Autor:
Paula Rego
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-10
Proprietário da Peça:
Caixa Geral de Depósitos
Proprietário da Imagem:
Casa das Mudas
Autor da Imagem:
Casa das Mudas
The Mosquito's House, acrílico de Paula Rego, 1984, da Caixa Geral de Depósitos em exposição na Casa das Mudas, Calheta, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    The Mosquito's House,
    Acrílico sobre tela, 242 x 159 cm.
    Paula Rego (1935-2022), 1984.
    These paintings, perhaps more than any others, helped her to understand herself and those close to her.” – Nick Willing⁣ (Paula Rego’s son).
    Coleção da Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Portugal.
    Fotografia de 27 de janeiro de 2023, Casa das Mudas, Calheta, ilha da Madeira.

    Tendo estudado em Londres, Paula Figueiroa Rego (Lisboa, 26 jan. 1935; Londres, 8 jun. 2022) tomou muito cedo conhecimento de certos movimentos de síntese surgidos após o informalismo. A génese da nova figuração da Paula derivou do informalismo e mediante a extraordinária capacidade de livre associação de imagens. No início dos anos 60, o expressionismo e o surrealismo deram à pintora uma distanciação em relação à escrita frígida da pop, movimento que lhe interessou, porém, pela fixação do novo ambiente urbano e pela reintrodução da narratividade. A sua temática mais frequente relaciona-se com a vida infantil, com os seus terrores, crueldades, fantasias e humor (Pedro Dias, 1986).
    Na década de 80 a artista encontra uma linguagem visual radicalmente nova para contar as suas histórias, criando um universo ambíguo e complexo de interação entre humanos, animais, vegetais e híbridos. Estas criaturas encantadas são os atores deste caleidoscópico de aventuras luxuriantes, onde impera a desordem. As obras são realizadas numa escala panorâmica e multidimensional, através de um processo criativo rápido, contínuo e fluido, num equilíbrio entre a multiplicidade de personagens e de subenredos e a totalidade da composição. O seu traço não apresenta hesitações e as personagens, humanas e animais, são fisionomicamente intuídas pelo seu preciso sentido de observação. É como diz Paula Rego: são bichos que parecem pessoas e pessoas que parecem bichos- dizendo não saber o que vem primeiro. O desenho puxa o boneco e, assim, os desenhos vão aparecendo no pincel… começo com um gesto, o resto do bicho vem atrás. Uma parte destes trabalhos esteve exposto em 2017 na Casa das História de Paula Rego, em Cascais.