Deusa romana Flora, gesso de Arlindo Rocha, 1947, Cinema Batalha, Porto, Portugal.
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Descrição
Deusa romana Flora.
Gesso de Arlindo Rocha (1921–1999), 1947.
Fotografia de Miguel Bombarda, Porto Art District
Batalha Centro de Cinema, Porto
Arlindo Gonçalves da Rocha (Porto, Bonfim, 22 jan. 1921; idem, fev. 1999). Tendo frequentado o curso de Escultura da Escola de Belas Artes do Porto, curso que acabou em 1945, obteve uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, em 1953, para estagiar em Itália e, em 1959, mais uma bolsa, então da Fundação Calouste Gulbenkian, para o Egito e a Grécia, visitando os principais Museus da Europa. Ao longo do seu percurso escultórico podemos observar abordagens de diferentes tipologias no campo da escultura, algumas das quais bastante distintas entre si. Podemos encontrar uma tendência figurativa, presente, em especial, na obra pública a qual está presente do princípio ao fim da sua carreira, assente em referências mais classissisantes e que vai ao encontro do estilo moderno que se procurava alcançar em Portugal, como esta pequena cabeça de bronze, de 1946, onde, em princípio, é patente a influência dos trabalho de Francisco Franco (1885-1955) ou a escultura da deusa romana Flora, um alto relevo em gesso do seguinte ano de 1947, no Batalha Centro de Cinema, Porto. Mas nos anos seguintes e quase em oposição a esta linguagem, explorou outros caminhos, de tendência abstratizante orgânica, evoluindo, posteriormente, para composições mais complexas, geométricas, cujas influências buscavam valores de uma arte milenar, embora nunca tenha abandonado também os trabalhos mais figurativos que usou nos primeiros anos de carreira.