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Arquipelago de Origem:
Mato Grosso (Brasil)
Data da Peça:
1950-00-00
Data de Publicação:
06/04/2026
Autor:
Aldeia do Alto Xingu-MT
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-06
Proprietário da Peça:
Museu Nacional de Etnologia
Proprietário da Imagem:
Museu Nacional de Etnologia
Autor da Imagem:
Museu Nacional de Etnologia
Máscaras Atujuwá dos Waurá do Alto Xingu, 1950, Mato Grosso, Brasil, Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Máscaras Atujuwá dos Waurá do Alto Xingu.
    Recolha de 1950 e incorporação de 2000, através da coleção do depois professor Aristóteles Barcelos Neto,
    Alto Xingu, Mato Grosso, Brasil.
    Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, Portugal.

    Os Waurá, habitantes do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, são notórios pela singularidade de sua cerâmica, o grafismo de seus cestos, sua arte plumária e máscaras rituais, de que o Museu Nacional de Etnologia de Lisboa possui uma importante recolha de 1950, incorporada da coleção de Aristóteles Barcelos Neto, em 2000. Além da riqueza de sua cultura material, esse povo possui uma complexa e fascinante mito-cosmologia, na qual os vínculos entre os animais, as coisas, os humanos e os seres extra-humanos permeiam sua concepção de mundo e são cruciais nas práticas de xamanismo. Aristóteles Barcelos Neto veio falar dos Waujá no museu de Lisboa, em 2016 e voltou 10 anos depois, em 12 fev. 2026.
    O Museu Nacional de Etnologia foi criado pelo grupo de trabalho de Jorge Dias (1907-1973) e Margot Dias (1908-2001), Fernando Galhano (1904-1995), Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) e Benjamim Enes Pereira (1928-2020), primeiro, na Universidade do Porto e no Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, fundado em 1945 por António Mendes Corrêa (1888-1960), passando depois à Universidade de Coimbra, onde Jorge Dias leciona entre 1952 e 1956, e neste último ano, a Lisboa, onde se fixa, passando a lecionar no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos e na Faculdade de Letras. Foi este grupo, a partir de 1962, que foi responsável pela montagem, primeiro, do Museu de Etnologia do Ultramar, mas a partir de 1965, Museu Nacional de Etnologia, construído, depois, em 1976, por coincidência, na Avenida da Ilha da Madeira, com projeto do arquiteto António Saragga Seabra (). O acervo do museu é vasto e diversificado, contando com cerca de 42.000 peças representativas de 80 países dos cinco continentes, com especial destaque para culturas africanas, asiáticas e ameríndias, bem como para a cultura tradicional portuguesa.