Coleção de máscaras Atujuwá dos Waurá do Xingu, Mato Grosso, recolha e montagem de 2015, Museu Nacional do Índio, Rio de Janeiro, Brasil.
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Coleção de máscaras Atujuwá dos Waurá do Xingu.
Artesãos Daikir Talatalakuma Waurá e Karapotan Waurá, da Aldeia Piyulaga (Xingu-MT), 2015
Mato Grosso, Brasil.
Museu Nacional do Índio, Rio de Janeiro, Brasil
Os artesãos Daikir Talatalakuma Waurá e Karapotan Waurá, da Aldeia Piyulaga (Xingu-MT), chegam ao Rio de Janeiro, a convite do Museu do Índio, para montar quatro máscaras tradicionais Waurá que serão exibidas ao público em futuras exposições. O convite do Museu do Índio tem como objetivo principal a documentação do processo de montagem das máscaras dentro da instituição. Esse registro é importante para a transmissão de saberes e práticas na comunidade dessa etnia. Daikir e Karapotan explicaram todas as etapas de montagem das máscaras, assim como os materiais com os quais foram confeccionadas, seus símbolos e significados. As peças são utilizadas no ritual Ĩyãu Okawokala, uma cerimônia especial de cura somente realizada em casos de doença grave na aldeia. Pub. por "Por uma etnopreservação integral do patrimônio: a biografia de quatro máscaras Waurá".
Os Waujá, habitantes do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, são notórios pela singularidade de sua cerâmica, o grafismo de seus cestos, sua arte plumária e máscaras rituais, de que o Museu Nacional de Etnologia de Lisboa possui uma importante recolha de 1950, incorporada da coleção de Aristóteles Barcelos Neto, em 2000. Além da riqueza de sua cultura material, esse povo possui uma complexa e fascinante mito-cosmologia, na qual os vínculos entre os animais, as coisas, os humanos e os seres extra-humanos permeiam sua concepção de mundo e são cruciais nas práticas de xamanismo. Aristóteles Barcelos Neto veio falar dos Waujá no museu de Lisboa, em 2016 e voltou 10 anos depois, em 12 fev. 2026.