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Arquipelago de Origem:
Ponta do Sol (Madeira)
Data da Peça:
1975-06-07
Data de Publicação:
01/04/2026
Autor:
Posto da Guarda Fiscal
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-01
Proprietário da Peça:
Dinamização Cultural
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Transcrição da denuncia do posto da Guarda Fiscal da Ponta do Sol do desaparecimento de uma imagem de São Roque do Séc. XVI, Funchal, 7 de junho de 1975, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Ofício transcrevendo para Lisboa uma denuncia do posto da Guarda Fiscal da Ponta do Sol do desaparecimento de uma imagem de São Roque do Séc. XVI
    Denúncia comprometendo o padre Joaquim Roque Fernandes Dantas
    (1905-1996), então pároco da Ponta do Sol
    Relim 14/75 de 21 de maio de 1975 da Companhia nº 1 da Guarda Fiscal, posto da Ponta do Sol
    Comando Territorial Independente da Madeira, quartel-general, Funchal, 7 de junho de 1975.
    Pasta dos Relatórios das Sessões Realizadas da Dinamização Cultural, Funchal, ilha da Madeira.


    Joaquim Roque Fernandes Dantas (1905-1996) nasceu no Sítio da Torre, em Câmara de Lobos, a 16 de agosto de 1905 e faleceu, no Funchal, a 22 de abril de 1996. Filho de João Fernandes Dantas e de D. Augusta de Jesus Freitas, estudou no Seminário Diocesano, onde foi professor de música e maestro do coro. Além de ter sido um grande dinamizador da música sacra também como organista, foi, ainda, capelão-cantor, subchantre e sacristão-mor da Sé do Funchal. Após ter sido ordenado padre, veio a substituir, em 1930, o Cón. Manuel Mendes Teixeira na orientação do coro do seminário, até 1942, época em que funda, em Câmara de Lobos, a Schola Cantorum, formada por um grupo coral a três vozes, na qual desempenhou funções de diretor artístico. Durante alguns anos desempenhou os cargos de escrivão da Câmara Eclesiástica e de capelão da igreja do Carmo, no Funchal, onde foi também, durante cerca de 15 anos, comissário da Ordem Carmelita, tendo chegado, em 1945, a ser seu representante num congresso em Valladolid, em Espanha. Até 1950, foi também professor de canto no Seminário Diocesano do Funchal, na Escola Industrial e Comercial do Funchal e no Colégio Lisbonense, e foi nomeado coadjutor na Ribeira Brava, em 1951. Posteriormente, desempenhou a função de pároco de São João e de São Paulo, na Ponta do Sol, e na igreja do Socorro, em Santa Maria Maior, no Funchal, em 1982. Foi ainda autor das composições “5.ª” e “8.ª Rapsódia de Cantos Populares” (VENTURA, 2011, s.p.) e de algumas melodias religiosas. Destacam-se do seu repertório as músicas de Natal e as Missas do Parto, tanto que lhe é atribuída pela tradição popular a autoria do cântico “Virgem do Parto”, um dos mais tradicionais e populares (SILVA, 1998). Entre as suas principais obras, contam-se as seguintes: “Senhora do Carmelo”, “Hino a Nossa Senhora (És Amparo) a Três Vozes Iguais”, “Responsórios de Matinas de QuintaFeira Santa (Fabordão)”, “Responsórios de Matinas de Sábado Santo (Fabordão)” e “Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus”, no Arquivo do Seminário Maior, “Hino (Homens para a Paz)”, no Arquivo do Centro de Investigação e Documentação do Gabinete Coordenador de Educação Artística, e “Glória a Maria Santíssima”, em dois volumes, na coletânea de cânticos a Nossa Senhora (SILVA e MORAIS, 2009, 219).
    Bibliog.: CLODE, Luís Peter, “DANTAS (Roque)”, in Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses. Sécs. XIX e XX, Funchal, Caixa Económica do Funchal, 1983, p. 151; SILVA, João Arnaldo Rufino da, Cânticos Religiosos do Natal Madeirense, Funchal, DRAC, 1998; Id. e MORAIS, Manuel (coords.), “Música religiosa na Madeira”, in A Madeira e a Música: Estudos (c. 1508-c.1974), Funchal, Empresa Municipal “Funchal 500 Anos”, 2009, pp. 218-219; VENTURA, Ana, “DANTAS, Joaquim Roque Fernandes”, in Dicionário Online de Músicos na Madeira, Funchal, Divisão de Investigação e Documentação, Gabinete Coordenador de Educação Artística, 2011. Margarida Espiguinha (DEM 3)