Igreja matriz de São José do Arco de São Jorge, reconstrução de 1744 e seguintes, campanha de 1990 (c.), Arco de São Jorge, ilha da Madeira.
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Descrição
Fachada lateral da igreja matriz de São José do Arco de São Jorge.
Reconstrução de 1744 e seguintes.
Campanha de 1990 e seguintes.
Fotografia de Sílvio Mendes de 2025.
Sítio dos Casais, Arco de São Jorge, ilha da Madeira.
Cronologia:
Séc. 15, finais / séc. 16, 1º quartel - época provável do início do povoamento do território do Arco de São Jorge que iria ser incluído na futura freguesia; 1517 - criação da freguesia de São Jorge; séc. XVI, terceiro / último quartel - construção de uma pequena ermida com a invocação de Nossa Senhora da Piedade no Sítio dos Casais; o seu capelão privativo exercia funções sob a dependência do vigário de São Jorge; 1669, 15 set. - visitação do cónego doutor D. António Veloso de Lira (1616; 1691), que foi informado pelo vigário, "com o seu zelo costumado", de que na freguesia "havia pouca piedade com o enterro dos defuntos, principalmente nesse distrito do Arco, que chegam os pais a levarem os seus próprios filhos às costas a enterrar", o que era "a maior impiedade, que nem entre bárbaros se costuma", visitando pessoalmente "a ermida de Nossa Senhora da Piedade do Arco", anexa àquela freguesia, "coisa que não fizeram os (anteriores) visitadores episcopais pelo escabroso sítio em que está, cercado de perigosos caminhos", lamentou então "não só ser pobríssima de ornamentos, mas ainda tão desmazelada", servindo o "adro ordinariamente de estendedouro de roupas e lavagens", para além de ter sido informado, "que também servia de curral de bestas e de imundices, e pior, é que talvez no interior da igreja se recolhessem algumas vezes alguns animais, por incúria de sua vizinhança", apelando para se levantarem as paredes do adro, "pelo menos da altura de uma braça, que são oito palmos" neste lugar, o que era novidade, pois a braça tinha oficialmente 10 palmos, assim como para que se fizesse uma porta com fechadura, etc.; 1676, 28 dez. - alvará régio de D. Pedro II autorizando a criação da nova paróquia, ereta na capela de Nossa Senhora da Piedade, pelo prelado diocesano D. António Teles da Silva; a criação da freguesia de Arco de São Jorge resultou do desmembramento da freguesia de São Jorge; 1686, cerca - o bispo D. Estêvão Brioso de Figueiredo determina a construção de um novo templo, dadas as pequenas dimensões da ermida, considerada imprópria para servir de paroquial; 1740, 18 jan. - Conselho de Fazenda manda proceder à construção da nova igreja; 1744, 19 março - bênção da nova igreja, que passou a ter o orago de São José, pelo padre Manuel da Costa; séc. XVIII - o morgado Francisco Aurélio da Câmara Leme deixou imposta na terça dos seus bens a pensão perpétua de se dar o azeite necessário para alumiar o Santíssimo Sacramento na Igreja do Arco de São Jorge; 1766, 18 fev. - escritura pública de seu filho e herdeiro, o morgado Francisco António da Câmara Leme, ratificando e assumindo o encargo da pensão, para alumiar o Santíssimo, incidindo o encargo "na quinta diante de Santo Amaro"; 1768 - ocorrência no local de doença epidémica, que causou bastantes vítimas, tendo o cirurgião da freguesia vizinha da Boaventura, António Rodrigues Seabra, prestado serviços relevantes e a Fábrica da Igreja Paroquial dado importantes donativos; 1784, 24 e 26 ago. - Breves Pontifícios considerando altar privilegiado o da capela-mor, concedendo-se indulgência plenária para ser o dia da festa de São José; 1980 (c.) - alterações profundas na articulação interior da igreja; 2004 a 2010 - Revestimento interior de toda a matriz com azulejos da Fábrica Lusitânia.