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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1975-04-10
Data de Publicação:
17/01/2026
Autor:
Carlos de Azeredo
Chegada ao Arquipélago:
2026-01-17
Proprietário da Peça:
DN/ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Comunicado do Governador Militar da Madeira sobre a manifestação dos produtores de cana, São Lourenço do Funchal, Diário de Notícias, 10 de abril 1975, p. 1, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Comunicado do Governador Militar da Madeira.
    Manifestação organizada pela UPM com os trabalhadores e produtores de cana-de açúcar onde se tentou forçar a entrada em São Lourenço do Funchal,
    Carlos de Azeredo, 9 de abril de 1975.
    Manifestação que ocorreu, primeiro, junto da fábrica do Torreão ou fábrica Hinton & Sons, construção de 1890 a 1930 (c.), Santa Luzia, Funchal,
    Diário de Notícias, direção de J. M. Paquete de Oliveira (1936-2016), Funchal, 10 de abril 1975, p. 1, ilha da Madeira.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.

    Harry Carvelery Hinton (Funchal, 8 jan. 1859; idem, 16 abr. 1948). Filho de William Hinton (1817-1904) e de Mary Wallas, veio a juntar o património do pai e do sogro que transformou e ampliou para o tratamento da cana sacarina, de que se haveria de tornar monopolista na produção de açúcar e álcool na Madeira. Mesmo com o célebre processo da Questão Hinton, pelo qual perderia o monopólio em 1919, adquiriu depois a fábrica de São Filipe, voltando a deter os mesmos monopólios. Entusiasta do futebol era presidente honorário do Club Sport Marítimo. Harry Hinton casou em 2.ªs núpcias com D. Isabel da Câmara e Vasconcelos do Couto Cardoso, que havia sido casada com John Frothingham Welsh (1870-1958), tendo o filho desta, George Welsh (1895-1981), herdado o importante património Hinton. A expropriação deste importante espaço urbano e a sua transformação em jardim público em 2009 foi, logicamente, muito polémica.
    Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme (Marco de Canaveses, 4 out. 1930; Porto, 12 ago. 2021). Oriundo da antiga aristocracia nortenha e filho do genealogista Francisco Carlos de Azeredo Melo e Leme (1900-1988), cumprira várias comissões de serviço militar no antigo Estado Português da Índia, em Cabinda, em Angola e na Guiné, onde trabalhara com o general António de Spínola (1910-1996). Tendo vindo para o Funchal na sequência da manifestação de 1 de Maio 1974, depois do envio dos antigos governantes para o Brasil e com a nomeação do novo governador civil Dr. Fernando Rebelo (1919-2003), regressou ao continente, fixando-se no Porto. A situação na Madeira viria a degradar-se nos meses seguintes, havendo a perceção de que não seria possível a montagem das primeiras eleições democráticas, pedindo-se em agosto ao coronel Carlos Fabião (1930-2006), chefe do estado-maior do Exército o regresso de Azeredo, que estaria na Madeira até 1976. Depois da sua longa comissão de serviço na Madeira ainda desempenharia o lugar de chefe da casa militar do presidente da República, Dr. Mário Soares (1924-2017). Tendo-se, entretanto, reformado, passou a dedicar-se à historiografia militar do norte de Portugal, tendo editado vários títulos, assim como um autobiográfico, Trabalhos e dias de um soldado do Império, Porto, Civilização, 2004, onde aborda sumariamente a sua passagem pela Madeira. Em 1997, no entanto, ainda assumiria uma coligação do PSD e CDS para as eleições para a Câmara Municipal do Porto, mas onde sairia derrotado. Em 26 de fevereiro de 2021, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu-lhe a condecoração de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.