Armas do forte de S. João Baptista de Ajudá, campanha de 1890 e 1920 (c.), reposição de 1987, Museé d'Histoire de Ouidah, Benin.
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Descrição
Placa das armas do forte de S. João Baptista de Ajudá.
Campanha de 1890 e 1920 (c.)
Bocas-de-fogo inglesas de 1820 (c.)
Alvenaria mista pintada reposta entre 1987 e 1990 sob coordenação do coronel Sousa Lobo
Museé d'Histoire de Ouidah, antigo Porto Novo, Daomé.
Fotografia de Volta a África.
Praça Fundação Calouste Gulbenkian, Ouidah, Benin.
A construção do inicial forte de São João Baptista de Ajudá, em Ouidah, antigo Porto Novo, data do final do século XVII, por determinação de D. Pedro II (1648-1706), 1680 a 1681, ao governador de São Tomé e Príncipe, então Jacinto de Figueiredo e Abreu. A fortificação, entretanto, foi abandonada, voltando a erguer-se de novo, entre 1721 e 1730, obra a cargo do mercador de escravos brasileiro José Torres, com capitais dos comerciantes da Baía, mediante imposto ali cobrado sobre o desembarque de escravos. Tendo o antigo Daomé passado a colónia francesa, veio a assumir a independência a 1 de agosto de 1960, passando a requerer a entrega do forte e, no ano seguinte, uma força militar cercou mesmo as instalações, determinando a sua saída até 31 de jul. 1961. O presidente Salazar ordenou então aos funcionários ali em serviço, ao representante residente Saraiva Borges e ao secretário Augusto de Meneses Alves (natural de Machico, ) que incendiassem as instalações antes de sair. Transformado em Museu de História de Ouidah em 1965, ficou sob administração da República do Benim a partir de 1967. A anexação só foi reconhecida por Portugal em 1985, tendo, em 1987 o coronel engenheiro Francisco Sousa Lobo (1942-) orientado as obras de reformulação, a expensas da Fundação Calouste Gulbenkian.