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Arquipelago de Origem:
Estreito de Câmara de Lobos
Data da Peça:
1975-06-27
Data de Publicação:
22/12/2025
Autor:
José António Gonçalves/Jornal da Madeira
Chegada ao Arquipélago:
2025-12-22
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Operação Semilha Nova, 18 e 22 de junho de 1975, "Jornal da Madeira", Funchal, 27 de junho de 1975, p. 6, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Operação Semilha Nova provoca conferência de imprensa no COPMAD
    Operação ocorrida na sequência dos contactos com o padre Mário Tavares (1934-2020) da paróquia de São Tiago e operação prometida na sessão de dinamização cultural efetuada no salão paroquial da freguesia das Corticeiras, concelho de Câmara de Lobos a 27 de maio de 1975.
    A operação, entretanto, fez correr inúmeros boatos no Funchal e levou a esta conferência de imprensa e, pouco depois, a uma "carta aberta ao Senhor Capitão Carita", publicada no Diário da Madeira e, novamente, a desmentido do Comando Militar.
    Texto de José António Gonçalves (1954-2005), Jornal da Madeira, direção de Alberto João Jardim (1943-), Funchal, 27 de junho de 1975, p. 6.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, JM, Funchal, ilha da Madeira.

    No período que se seguiu à Revolução do 25 de Abril de 1974, foram delineados diversos programas de natureza pública e privada que procuraram elevar a condição social, económica e cultural dos portugueses, como as Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do Movimento das Forças Armadas (MFA), o Serviço Cívico Estudantil, etc. As primeiras sessões de dinamização cultural na Madeira ocorreram em 28 de novembro de 1974 na Ribeira Brava e no Porto Moniz, a que se seguiu em 1 de dezembro de 1974, sessões no Jardim do Mar e na Lombada da Ponta do Sol, a 8 de dezembro, na Ponta Delgada e em São Jorge, a 15 de dezembro, no Estreito de Câmara de Lobos e no Sítio das Terças da Ponta do Sol. Ao todo fizeram-se 67 sessões de esclarecimento cobrindo quase toda a ilha da Madeira e do Porto Santo, para além das ações efetuadas em 2 operações com a instalação de forças militares na área da Referta, no Porto da Cruz, e depois, na área da Ribeira da Alforra e do Castelejo, no Estreito de Câmara de Lobos, a operação Semilha Nova, entre 18 e 22 de junho. A diocese do Funchal organizou também ações semelhantes e com a participação de um militar do M. F. A., o então aspirante e depois alferes Albano Bessa Monteiro  (1949-), na altura professor no Liceu do Funchal e, pela Diocese, o Dr. Alberto João Jardim (1943-), então diretor do Jornal da Madeira, num total de 5 Jornadas, entre 6 e 10 de janeiro de 1975, às quais assistiu sempre D. Francisco Antunes Santana  e sessões que foram todas gravadas.
    O padre Mário Tavares Figueira (Estreito de Câmara de Lobos, 24 jul. 1934;  Funchal,  hospital Dr. Nélio Mendonça, 6 jun. 2020) era filho de João Tavares Figueira e de Maria da Conceição Rodrigues Figueira, tendo sido capelão militar, na sua comissão de serviço na Guiné entre 1966 e 1969, onde recebeu um louvor especial. Foi depois o principal impulsionador do movimento Seremos Freguesia do Jardim da Serra, numa altura em que era ali pároco de São Tiago e durante 23 anos (1969-1992), situação que acompanhou depois de outra forma. Foi depois deputado no parlamento madeirense pela CDU, entre 1992 e 1996, candidato à Junta de Freguesia do Estreito, cuja Assembleia integrou e foi também candidato à presidência da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, em 2005, tendo falecido em 2020, com 85 anos.