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Arquipelago de Origem:
Jacarta
Data da Peça:
1640-00-00
Data de Publicação:
04/10/2025
Autor:
Manuel Tavares Bocarro
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-04
Proprietário da Peça:
Museu Nacional da Indonésia
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Inscrição do sagrado canhão português, Si Jagur, Manuel Tavares Bocarro (atr.), Macau, 1640 (c.), Museu Nacional da Indonésia, Jakarta, Indonésia

Categorias
    Descrição
    Inscrição do Canhão Sagrado português, Si Jagur.
    Bronze, 384 cm.; cal. 39 cm.; peso: 3500 hgs.
    Inscrição: EX ME IPSA RENATA SUM, o que significa “Eu renasci de mim própria” ou “Eu voltei a nascer a partir de mim própria” (leitura do prof. Telmo Corujo dos Reis, UMa).
    Dá a entender que houve um primeiro canhão que, inutilizado por qualquer razão, foi tornado a fundir num segundo canhão. Para o azar não se repetir e para, desta vez, ter melhor sorte, fizeram-lhe uma figa.
    Proveniente de Malaca, 1641.
    Manuel Tavares Bocarro (Act. 1625 a 1652), mestre da Fundição de Macau (atr.), 1640 (c.)
    Museu Nacional da Indonésia, Djakarta ou Jakarta, Indonésia.

    Talvez a mais célebre peça portuguesa do Oriente seja o Si Jagur, ou Senhor da Fertilidade, hoje património nacional da Indonésia e no Museu Nacional de Djakarta, que foi tomado aos portugueses em 1641, na conquista de Malaca pelos holandeses. Esta boca-de-fogo tem sido atribuída, mas também contestada, embora sem especiais razões, a Manuel Tavares Bocarro (Act. 1625 a 1652), filho de Pedro Dias Bocarro (c. 1575-c. 1638), mestre das Fundições de Goa, que deve ter chegado a Macau em 1625, tendo sido o mais célebre fundidor do Oriente até 1652, fundindo inúmeras bocas de fogo, sinos e estátuas. A semelhança da decoração do Si Jagur com os exemplares do Museu Militar de Lisboa, quer no remate em figa, quer nos dragões que servem de asas, etc., indiciam o mesmo fundidor..