Máscara elmo de Mapiko do leilão Christie's Paris de abril de 2017, escultor Makonde, 1940 (c.), Moçambique.
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Descrição
Máscara elmo de Mapiko.
Lipiko Makonde Mask, Mozambique or Tanzania.
Madeira esculpida e pintada com aplicação de cabelo natural, 31 cm.
Escultor Makonde, 1940 (c.), Planalto de Mueda, Moçambique
Proveniente da coleção da Galerie L'Accrosonge/Claude Lebas, Paris, 1988;
Literature: Galerie L'Accrosonge, "Nouvelles sculptures", Paris, France, 15 mars 1988 (brochure)
Leilão Christie's, Paris, 4 de abril de 2017, lote 100, avaliada entre 10.000 e 15.000 euros, vendida por 22.500 euros.
Ce masque (lipiko) est associé avec des cérémonies d’initiation chez les Makonde. Il est sculpté dans un bois très léger et s’adapte sur la tête du danseur comme un casque. Il est toujours porté avec un tissu attaché le long du masque qui tombe sur les épaules du danseur, faisant partie d’un costume élaboré conçu pour cacher complètement son identité. Ces masques-heaume sont sculptés avec la face vers le haut, les yeux en angle droit par rapport aux joues plates. Le petit nez creux se trouve au-dessus des lèvres surdimensionnées légèrement entrouvertes où on peut apercevoir des dents limées. Les oreilles, magnifiquement sculptées, sont placées bas, plus ou moins au niveau de la bouche. Le réalisme de ce type de masque est accentué par l’inclusion des vrais cheveux humains. Ces masques sont souvent décorés avec des tatouages en relief (parfois appliqués avec de la cire d’abeille). Le visage de cet exemple, lui non décoré, montre un contraste étonnant entre les différents angles, plans et plis. Ce masque est assez semblable à celui recueilli par le Dr. Waclaw Korabiewicz à Masangano, au sud du plateau central Mueda au Mozambique, pour le Musée Américain d’Histoire Naturelle de New York en 1953 (90.2.1584). Se référer également à un masque de la collection du Museum aan de Stroom d’Anvers (AE.94-04-03) et à un masque vendu par Christie’s Londres en 1982 (1 décembre 1982, lot 204). Les belles lignes de ce type de masque de casque ont été parfaitement soulignées par Hugo Maertens avec la photo d’un masque semblable qui orne la couverture du livre African Faces (Marnix Neerman, 2008 : #103).
Utilizada em danças mapiko por rapazes recém-iniciados ou por homens durante as mesmas cerimónias. O complexo do mapico ou mapiko é um conjunto de crenças e atividades de natureza ritual, visando principalmente o controle social. O mapico é a figura mais importante da cultura Makonde, ou Wamakonde, que envolve uma população de cerca de 500 mil indivíduos, entre o Norte de Moçambique e o sul da Tanzânia, símbolo vivo de um espírito humano, masculino ou feminino, utilizado pelos homens para dominarem pelo medo, mediante bailarinos mascarados, as mulheres e os jovens ainda não iniciados nos ritos de puberdade, não só contribuindo para integrar as crianças no grupo dos adultos, como para estabelecer o equilíbrio entre o grupo dos homens e o das mulheres. Mapiko é o plural de lipiko, nome por que é designada a máscara elmo. As máscaras mais comuns apresentam o batoque labial superior, nndoma, utilizado pelas mulheres desta etnia, representando assim um ancestral feminino, mas também caricaturas de personagens várias, inclusivamente, europeus, sendo acompanhadas nas danças por cânticos alusivos às mesmas e num quadro geral de crítica social. Ao longo dos meados do século XX começaram a aparecer dançarinos atuando fora das festas de iniciação (licumbi), sendo normal a organização de festas aos fins de semana, onde aparecem dançarinos mascarados e, nesse quadro, contundentes críticas sociais.