Verso do grande prato fundo de porcelana chinesa de exportação para o mercado asiático (Swatow) com galeões europeus, Guangdong, 1600 a 1619, China
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Descrição
Verso do grande prato fundo de porcelana chinesa de exportação para o mercado asiático (Swatow)
Porcelana branca decorada a azul cobalto sob o vidrado, 46,5 cm.
China, dinastia Ming (1644-1912), período Wanli (1573-1619), fornos de prefeitura de Zhangzou, Fujian, 1600 a 1619
Porcelana dita Swaton ou Shanton, nome do porto do mar da China, na parte norte da província de Guangdong, por onde este tipo de loiça era exportada para portos do Sudoeste Asiático, como Indonésia, Filipinas, Próximo e Extremo Oriente e, daí, então para a Europa, embora tudo leve a crer que para Lisboa a exportação tenha sido logo direta.
Palácio do Correio Velho, leilão de 14 de dezembro de 2021, lote 317, avaliado em 5.000 a 10.000 euros.
Grande prato em porcelana chinesa dita "Swatow", dinastia Ming, reinado Wanli, séc. XVI. Decoração a azul sob vidrado, inspirada no comércio marítimo com a China, tendo ao centro rosa dos ventos estilizada, duas naus navegando em mares ondulados, peixe e paisagem montanhosa com rochedos e pagodes. Aba com quatro reservas com cartelas, sendo duas com representação de aves e outras duas com motivos florais e vegetalistas, separadas entre si por motivos geométricos encimados por flores de lótus. Bordo e motivo central delineados por filetes. Verso decorado a azul. Estes pratos são vulgarmente designados como decorados com as armas da cidade de Lisboa, pois as naus e os corvos são desde o séc. XIV utilizados como símbolos olissiponenses, mas é opinião para o que temos reservas. Cf. exemplar do British Museum (Londres, 1964,0414.1, adquirido pelo Brooke Sewell Fund), pub. J. Harrisson-Hall, Ming Ceramics in the British Museum, 2001, p. 322; "China for the West" de David S. Howard & John Ayers, Vol. I, p. 52; "Choice of the Private Trader" de David S. Howard, p. 38; e catálogo "Do Tejo aos Mares da China - Uma epopeia Portuguesa", P.N.Q., pp. 78-79; e "Portugal na Porcelana da China 500 anos de comércio" de A. Varela Santos, pp. 214-215; "A Porcelana Chinesa ao tempo do Império" de Nuno de Castro, p. 83 e outros, como o exemplar do Museu das Cruzes do Funchal, ilha da Madeira ou da antiga coleção Galerie Nicolas Fournery (B713), Paris, França.