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Arquipelago de Origem:
Lunda e Leste
Data da Peça:
1965-00-00
Data de Publicação:
04/04/2025
Autor:
Oliveira (atr.)
Chegada ao Arquipélago:
2025-04-04
Proprietário da Peça:
Arquivos da Diamang
Proprietário da Imagem:
Arquivos da Diamang (?)
Autor da Imagem:
Arquivos da Diamang (?)
Interior do Museu do Dundo, Sala de Honra em 1965 (c.), Dundo (Diamang), Lunda, Angola.

Categorias
    Descrição
    Interior do Museu do Dundo
    Sala de Honra então com a sua coleção de quase 10 cadeiras de soba e, em segundo plano o grande tambor trapezoidal de fenda, o nguvu, tal como os mukupela e ngoma ya shina
    Fotografia de Oliveira de 1965 (c.).
    Dundo (Diamang), Lunda, Angola.

    A iniciativa da criação do depois Museu do Dundo, como um museu de arte tradicional e de coleções arqueológicas e etnográficas, então um Museu Gentílico, nasceu em 1936 na sede da Diamang, a então Companhia dos Diamantes da Lunda, fundada em 1917, na povoação do Dundo-Chitato, com o apoio do comandante Ernesto Vilhena (1876-1967), à frente da administração desta companhia desde 1929. O museu foi passando por vários nomes, como Museu Etnológico (1938), Museu Etnográfico (1940), novamente, Museu Etnológico (1942) e Museu do Dundo, a partir de 1943 e até hoje, consolidando a sua vertente etnológica a partir da entrada, em 1936, de José Redinha (1905-1983), a partir de 1942, conservador, lugar que ocupou até 1959. Em 1945 desloca-se a Lisboa para frequentar antropologia cultura e ainda fazendo um estágio no Museu Nacional de Arqueologia. Deve datar de pouco antes de 1940 a contratação de artesãos locais para trabalharem numa aldeia anexa ao museu na área da madeira e na modelação de barro, sendo incentivados na produção de peças que se entendiam por genuinamente angolanas, inspiradas nos modelos antigos recolhidos no Museu, mas, ao mesmo tempo, em formas que se aproximassem de uma estética que se julgava ser mais convencional no sentido ocidental, como a interpretação da figura de adivinhação hoje conhecida como Pensador Chokwe. Nasceu, assim, nesses anos não só uma escola de escultores, como também um regime de escultores pontualmente ali residentes e aos quais, depois, periodicamente o museu ia adquirindo peças. José Redinha foi substituído em 1959 por Mário Fontinha (1918-1997), que ficou à frente do museu até 1974, trabalhando, entretanto também ali o entomólogo Eduardo Luna de Carvalho (1921-2006) e, pontualmente, a Dr.ª Marie-Louise Bastin (1918-2000) da Universidade Livre de Bruxelas e colaboradora do Musée Royal de l'Afrique Central, geralmente designado como Museu de Tervuren, depois a responsável  pelo reconhecimento internacional da Arte Chokwe. Até dezembro de 1972 o museu conservou cerca de 13200 peças nas suas diversas coleções, rondando por 9.000 o número de objetos etnográficos, hoje reduzidos apenas a mil, tendo, inclusivamente, sido roubados também os seus iniciais arquivos. Em 2012, após uma reabilitação de sete anos, com o apoio da Universidade de Coimbra e outras instituições, voltou a abrir ao público, contando com as coleções entomológicas, geológicas e outras, já as cerca de 10.000 peças.