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Arquipelago de Origem:
Planalto de Mueda
Data da Peça:
1930-00-00
Data de Publicação:
18/03/2025
Autor:
Escultor Makonde
Chegada ao Arquipélago:
2025-03-18
Proprietário da Peça:
Antiga coleção Allan Stone, NY
Proprietário da Imagem:
Sotheby's NY 2013
Autor da Imagem:
Sotheby's NY 2013
Máscara de Mapiko do leilão Sotheby's, Nova Iorque, de novembro de 2013, escultor Makonde do Planalto de Mueda, 1930 (c.), Moçambique.

Categorias
    Descrição
    Máscara de Mapiko.
    Male helmet mask "lipiko" (pl. "mapiko").
    Madeira esculpida e pintada com aplicações de escarificações rituais em massa de cera e alcatrão e cabelo humano autêntico, 29,2 cm.
    Escultor Makonde do Planalto de Mueda, 1930 (c.), Moçambique
    Proveniente da coleção Allan Barry Stone (1932-2006), New York, USA.
    Leilão Sotheby's, New York, USA, 15 de novembro de 2013, lote 147, avaliada entre por 7.000 e 10.000 e vendida por 5.625 USD.

    The making and performance of the “mapiko” helmet masks play a significant role in the social and religious life of the Makonde. According to Fenzl, Kristian, Makonde, Linz 1997, p. 41, the mask dancer could represent a deceased but also a living person. The masks are characterised by a strikingly realistic style of representation.
    Utilizada em danças mapiko por rapazes recém-iniciados ou por homens durante as mesmas cerimónias. O complexo do mapico ou mapiko é um conjunto de crenças e atividades de natureza ritual, visando principalmente o controle social. O mapico é a figura mais importante da cultura Makonde, ou Wamakonde, que envolve uma população de cerca de 500 mil indivíduos, entre o Norte de Moçambique e o sul da Tanzânia, símbolo vivo de um espírito humano, masculino ou feminino, utilizado pelos homens para dominarem pelo medo, mediante bailarinos mascarados, as mulheres e os jovens ainda não iniciados nos ritos de puberdade, não só contribuindo para integrar as crianças no grupo dos adultos, como para estabelecer o equilíbrio entre o grupo dos homens e o das mulheres.
    Mapiko é o plural de lipiko, nome por que é designada a máscara elmo. As máscaras mais comuns apresentam o batoque labial superior, nndoma, utilizado pelas mulheres desta etnia, representando assim um ancestral feminino, mas também caricaturas de personagens várias, inclusivamente, europeus, sendo acompanhadas nas danças por cânticos alusivos às mesmas e num quadro geral de crítica social. Ao longo dos meados do século XX começaram a aparecer dançarinos atuando fora das festas de iniciação (licumbi), sendo normal a organização de festas aos fins de semana, onde aparecem dançarinos mascarados e, nesse quadro, contundentes críticas sociais.