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Arquipelago de Origem:
Cabo Verde
Data da Peça:
2005-00-00
Data de Publicação:
23/08/2024
Autor:
Clotilde Fava
Chegada ao Arquipélago:
2024-08-23
Proprietário da Peça:
Clotilde Fava
Proprietário da Imagem:
Clotilde Fava
Autor da Imagem:
Clotilde Fava
Mulheres do Mercado de Cabo Verde, acrílico e carvão de Clotilde Fava, 2005, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Mulheres do Mercado de Cabo Verde.
    Acrílico e carvão sobre tela, 97 x 146 cm.
    Clotilde Fava (1941-), 2005
    Coleção da Autora, Portugal.

    Clotilde da Costa Pinto Mesquita Carvalho Fava (Lisboa, julho de 1941) filha do escultor Armando Mesquita (1907-1982), autor de uma série de uniformes editados em cerâmica policromada pela Fábrica de Sacavém, terminou, em 1962, o Curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e entre 1962 e 1965 trabalhou como designer na Companhia IBM Portugal, passando depois a lecionar aulas de Educação Visual e a pintar em Luanda e em Leiria, onde atualmente reside. Expõe regularmente desde 1984 e, entre as suas exposições mais emblemáticas, figuram a  do MAC – Movimento de Arte Contemporânea em Lisboa (2005), da Galeria Municipal Artur Bual, Amadora (2006), da Casa do Brasil em Santarém (2009), Regeneração na Mãe d'Água de Lisboa e no CAE – Centro de Artes e Espetáculos na Figueira da Foz (2010), a da Fundación Caja Vital Kutxa no País Basco e do Banco BCP em Paris (2011), a do Edifício Chiado de Coimbra (2012), no MU.SA - Museu das Artes de Sintra (2015-2016), Monjas e Mouras, no Museu Regional de Beja (2016-2017) e Naturália II na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (2023).
    A sua pintura de profunda inspiração africana, com especial destaque para Cabo Verde, remete para uma exaltação da negritude popular feminina africana, diferente e original, envolvendo gentes espantadas em comunhão com bichos quase míticos e, ao mesmo tempo, humanos e masculinos. A sua passagem por África marcou quase toda a sua pintura na captação de uma certa força humana e fetichista, na expressividade telúrica que exalta e faz ferver o sangue, num tratamento dos rostos, nervosos e sobressaltados, das cores do amanhecer e do entardecer vermelho sangue, que, aliados a uma técnica depurada e muito imaginativa, interferem e fascinam profundamente o observador.