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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1964-00-00
Data de Publicação:
21/04/2024
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2024-04-21
Proprietário da Peça:
Teresa Brazão
Proprietário da Imagem:
Teresa Brazão
Autor da Imagem:
Teresa Brazão
Adolfo e Teresa de Freitas Brazão, fardados da Mocidade Portuguesa e das Guias de Portugal, Funchal, 1964 (c.), ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Adolfo e Teresa de Freitas Brazão
    () e (1952-):
    Fardados da Mocidade Portuguesa e das Guias de Portugal, 1964 (c.).
    Funchal, ilha da Madeira.

    O advogado Dr. Adolfo de Freitas Brazão e a pintora Teresa de Freitas Brazão (1952-) eram filhos do Dr. Adolfo de Sousa Brazão (n. 17/01/1923; f. 25/10/2008), que foi um prestigiado médico madeirense de medicina geral, primeiro diretor do serviço de imunohemoterapia na Madeira e comendador da Ordem do Mérito (1994).
    A Mocidade e Legião Portuguesa nasceram da inquietante perspetiva de uma Espanha comunista em resultado da Guerra Civil e, também, o fascínio da direita extremista portuguesa pelas ditaduras italiana e alemã que forçaram Salazar (1889-1970) à criação de organizações paramilitares como estas de 1936. Esta primeira decidia-se a moldar os infantes portugueses aos valores nacionais e combater o internacionalismo bolchevista. Tratava-se de saturar a cabeça de doutrina e o corpo de exercício, até para evitar os malefícios do onanismo (práticas genésicas, como se dizia na altura). Avesso a extremismos, o ditador controla como pode estas problemáticas organizações, nomeando chefias da sua confiança. A primeira era uma milícia (infantil) e juvenil de filiação obrigatória para os estudantes de ambos os sexos, que dava preparação militar e organizava atividades desporti­vas e culturais, conciliando algumas fac­etas interessantes do escutismo com a doutrinação política e religiosa. A segunda era também uma instituição paramilitar, destinada à população civil. Um dos principais doutrinadores da MP, e mais tarde seu 2.º comissário geral, Marcello Caetano (1906-1980), viria a ser o delfim e sucessor de Salazar. Em 1937, nascia também a Mocidade Portuguesa Feminina, “sentinelas da alma de Portugal”, que enquadraria as suas filiadas no seio do lar e da família, oportuna retaguarda dos valorosos guerreiros da congénere masculina. A farda das MPs era peça fundamental na disciplina coletiva e na encenação de desfiles e paradas. As MPs dividiam-se em Lusitos/Lusitas, Infantes, Vanguardistas e Cadetes/Lusas, em categorias dos 7 aos 25 anos, cada uma com farda própria. A representação gráfica das MPs foi evoluindo ao sabor do seu papel político e social e do grafismo dos ilustradores de várias gerações.