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Arquipelago de Origem:
Brasil
Data da Peça:
1836-00-00
Data de Publicação:
31/12/2023
Autor:
Albert Schindler
Chegada ao Arquipélago:
2023-12-31
Proprietário da Peça:
The Art Institute of Chicago
Proprietário da Imagem:
The Art Institute of Chicago
Autor da Imagem:
The Art Institute of Chicago
Emmanuel Rio e a sua trompa, óleo de Albert Schindler, Viena, 1836, Chicago Art Insitut, USA

Categorias
    Descrição
    Emmanuel Rio
    (1810-1852)
    Óleo sobre tela, 39 × 31,7 cm.
    Albert Schindler (1805-1861), 1836.
    Chicago Art Insitut, USA

    Este retrato era anteriormente conhecido apenas como “jardineiro e trompista”, mas foi, entretanto, como o retrato de Emmanuel Rio (1810-1852), um brasileiro escravizado de ascendência africana que foi enviado ao imperador Francisco I (1768-1835) em Viena por volta de 1820, pela irmã, a depois imperatriz Leopoldina do Brasil (1797-1826). Tinha cerca de dez anos quando chegou a Viena e foi matriculado numa escola particular de elite, onde se destacou em francês, italiano, desenho e, principalmente, música. Francisco fomentou seu talento, presenteando Rio com uma trompa francesa por ocasião de sua formatura. Apesar da aptidão para a música, Rio foi sempre designado para trabalhar no jardim imperial, mas onde, com a proteção do Imperador, pouco trabalho teria feito.
    Neste retrato, realizado um ano após a morte do imperador, Rio segura o seu instrumento francês enquanto olha para uma imagem do imperador Francisco, sob a qual está pendurado um relógio de ouro que lhe foi também oferecido pelo monarca. O sentimentalismo da pintura sugere a precariedade da sua situação em Viena, que só piorou depois da morte de imperador. Durante o resto da sua vida, as autoridades vienenses transferiram Rio para vários cargos pela Europa, ameaçaram-no com serviço militar forçado quando resistiu e se teria voltado contra um superior, pelo que no final da década de 1840, discutiram enviá-lo de volta ao Brasil ou para África. Não deve, entretanto, ter saído da Europa e deve ter falecido por 1852, provavelmente na Moldávia, último sítio onde é referido como jardineiro, pois as suas roupas foram então vendidas.