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Arquipelago de Origem:
Angústias (Funchal)
Data da Peça:
1941-08-09
Data de Publicação:
23/07/2023
Autor:
Paulo Sá Braz
Chegada ao Arquipélago:
2023-07-23
Proprietário da Peça:
ARM e BMF
Proprietário da Imagem:
ARM/BMF/Rui Carita
Autor da Imagem:
ABM/ARM/Paulo Sá Braz/Rui Carita
O tenente Domingos Cardoso e os roubos no cemitério das Angústias, caricatura de Paulo Sá Braz, in Re-Nhau-Nhau, n.º 320, Ano X, Funchal, 9 de agosto de 1941, ilha da Madeira

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    Descrição
    Angustias roubado, trancas à porta!.
    Vereador Cardozo (para o homem de serviço à hora da saída): - Levas aí na cesta ouro ou coisa que o valha?
    - Não senhor, leva apenas o talher e os queixais duma vaca com que me fizeram o caldinho ...
    Desenho de Paulo Sá Braz (1919-2003), in Re-Nhau-Nhau, n.º 320, Ano X, Funchal, 9 de agosto de 1941, capa.
    Caricatura do tenente Domingos Cardoso (1878-1974), um dos quadros mais caricaturados da vereação de Fernão Ornelas de 1935, responsável, entre outras áreas, pelos cemitérios municipais e que o Re-Nhau-Nhau não deixa de aplaudir.
    Exemplar da Biblioteca Municipal do Funchal, ilha da Madeira.

    Fernão Manuel de Ornelas Gonçalves (Funchal, 14 jun. 1908; Lisboa, maio 1978). Filho do médico Dr. Fernão de Sousa Gonçalves (1882-1919) e de Gabriela de Ornelas, frequentou o Liceu do Funchal e a Faculdade de Direito de Lisboa, sendo nomeado subdelegado do Procurador da República em 17 dez. 1932 e vindo a ser Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Funchal de 12 jan. 1935 a 22 out. 1946, somente com 27 anos, desenvolvendo uma espantosa actividade que se tornaria lendária. Seria depois director do Banco da Madeira, em Lisboa, integraria o Conselho da Administração da Caixa Geral de Depósitos, da Hidroeléctrica do Cavado e do Banco Pinto & Souto Maior. Quando na sequência do pronunciamento do 25 de Abril se instituiu a Autonomia Regional, ainda foi sondado em Lisboa para aceitar o lugar de Ministro de República, mas as suas condições de saúde já não o permitiram.
    A localização do cemitério da Misericórdia do Funchal na área das Angústias e na área de expansão da cidade vinha desde sempre a levantar problemas. A sua remoção para São Martinho veio a ocorrer em 1940, tendo toda a área sido objeto de cuidada intervenção com a montagem da Rotunda do Infante e, depois, da Avenida, embora o aparatoso fontanário só tenha sido encomendado em 1946 e montado em 1948, já na vereação seguinte.