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Arquipelago de Origem:
São Roque (Funchal)
Data da Peça:
2023-06-00
Data de Publicação:
26/06/2023
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2023-06-26
Proprietário da Peça:
Francisco Simões
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Esculturas de Francisco Simões na residência da Quinta da Alegria, junho de 2023, São Roque, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Esculturas de Francisco Simões na residência da Quinta da Alegria
    Quinta da Alegria, junho de 2023.
    Sítio da Alegria, São Roque, Funchal, ilha da Madeira

    Francisco Simões Santos (Porto Brandão, Almada, 1946-) concluiu, em 1965, o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa e, entre 1967 e 1968, esteve em Itália e em França, como bolseiro. Radicado na Madeira, em 1973, veio a ocupar o lugar de professor da Escola Secundária da Ribeira Brava e na comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes. Concluiu o curso de Escultura, em 1974, na então Academia de Música e Belas Artes da Madeira, mas teve de abandonar a Madeira um ano e pouco depois, na sequência da conturbada situação regional após o 27 de Abril de 1974. Veio então a desenvolver uma interessante carreira como artista plástico e ilustrador, tendo começado por assinar alguns trabalhos de pintura como Francisco de Almada e reservando o apelido de Simões para a escultura. Como escultor "O autor considera-se um descendente dos escultores da escola de Mafra e das suas técnicas manuais de dar vida à pedra. Na época da mecanização recusa o facilitismo destes processos, preferindo o moldar cuidado de cada centímetro de pedra por processos manuais. O resultado final é esplendoroso, os brilhos dos mármores são potenciados libertando a sua beleza escondida" (Texto do Metropolitano de Lisboa). A sua coleção pessoal foi objeto da exposição Liaisons na Assembleia Legislativa da Madeira, com curadoria de Márcia de Sousa, organizada no quadro do Forum Económico Internacional do Instituto do Mundo Lusófono e inaugurada a 23 de junho de 2023.
    A quinta da Alegria foi fundada, em princípio, por Francisco Vieira do Canto e Abreu (Funchal, 30 out. 1583; idem, 25 dez. 1636). Capitão de uma das companhias de arcabuzeiros do Funchal, era filho de Manuel Vieira do Canto e de D. Beatriz de Abreu, vindo a fundar a capela de Nossa Senhora da Alegria, em São Roque, embora viesse a ser sepultado no convento de São Francisco do Funchal. A capela passou depois aos Torre Bela, tendo sido restaurada em 1886 e benzida a 8 de dezembro de 1887, passando a antiga proprietária Ann Constance Borger Fairlie, falecida nos Açores em 1986, algumas temporadas na quinta anexa. A quinta foi depois vendida ao Eng. Freitas Branco, que a habitou e, por 2020, ao escultor e pintor Francisco Simões.