Retábulo-mor da catedral de Santa Catarina, 1630 (c.), sé da arquidiocese de Goa, Panaji, Goa, União Indiana.
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Descrição
Retábulo-mor da catedral de Santa Catarina.
Madeira entalhada e dourada de oficinas locais, 1630 (c.).
Fotografia de 17 de fevereiro de 2023.
Visita do 7º colóquio internacional da Casa Senhorial Portugal, Brasil & Goa; 7th INTERNATIONAL COLLOQUIUM on MANOR HOUSES
Fundação Oriente, delegação de Pangim, Goa, 13 a 17 fevereiro 2023.
Capela de Nossa Senhora da Esperança da catedral de Santa Catarina, sé da arquidiocese de Goa.
Largo da sé de Goa, Panaji, Goa, União Indiana.
Cronologia:
1532 - feitura da pia baptismal por ordem de Jorge Gomes, que a tradição aponta depois como utilizada pelo futuro São Francisco Xavier (1506-1552) para batizar os locais; 1539 - implantação da Sé na Igreja de Santa Catarina; 1551 - é mestre-de-obras Inofre de Carvalho, sendo possível que o projeto inicial se deva ao risco do mestre, embora depois reformulado em 1562; 1562, nov. - ordem de el-rei D. Sebastião (1554-1578) para que se construísse uma nova Sé, que substituísse a igreja de Santa Catarina; 1564, 12 dez. - o vice-rei D. Antão de Noronha (1520-1569) elabora a provisão que aplica a ordem de D. Sebastião, sendo estabelecido que o seu financiamento viria dos bens dos falecidos sem herdeiros nem testamento, fossem eles gentios, judeus, mouros ou cristãos; 1564 - 1567 - dá-se início à construção; 1571 - por insuficiência de fundos para a construção foram canalizados para as obras os ganhos das vendas dos bens confiscados; 1576 - os meios de financiamento foram canalizados para a construção das novas muralhas; 1587 - D. Filipe I (1527-1598) ordenou que os bens dos falecidos sem testamento ou herdeiros fossem utilizados nas obras; 1596 - D. Filipe I é informado pelo arcebispo de Goa que a obra custara já muito dinheiro e ainda se encontrava longe de estar concluída; 1596 - 1621 - período de atividade de Júlio Simão (de Ruão ? c. 1520-1625) como engenheiro-mor da Índia, sendo provável a sua intervenção na construção do imóvel; 1597 - 1600 - uma das torres estava em construção; encontrava-se no estaleiro o mestre-de-obras Pêro Dias; 1608 - 1610 - de visita a Goa, Francois Pyrard de Laval (c. 1578-1623) elogiou a traça e grandeza da Sé, ao mesmo tempo que referiu o atraso nas obras; 1618 - D. Filipe II (1578-1621) envia duas cartas para Goa, exigindo que o financiamento das obras da Sé não fosse utilizado para outros fins; 1619, 25 nov. - celebração da primeira missa pelo D. Frei Cristóvão de Sá e Lisboa (c. 1550-1622), estando terminado a cabeceira da igreja; 1620 - D. Filipe II é informado pelo vice-rei Fernão de Albuquerque (1540-1623) de que o arcebispo D. Frei Cristóvão de Sá e Lisboa mandara concluir o corpo da igreja no ano anterior; 1625-1629 - durante o seu magistério, o arcebispo D. Frei Sebastião de São Pedro (c. 1550-1629) mandou erguer o transepto e a capela-mor; 1630 - o vice-rei, D. Miguel de Noronha (1585-1647), 4º conde de Linhares, ordenou que se concluísse a fachada, torres e retábulo do altar-mor; 1631 - por alvará do vice-rei informou-se que as obras foram concluídas, faltando-lhe os trabalhos de artesão e retábulos; 1634 - ainda se realizavam trabalhos numa das torres e no retábulo da capela-mor; 1636-1652 - a obra é concluída durante o magistério do arcebispo D. Frei Francisco dos Mártires (1583-1652); 1774 - D. José I (1714-1777) ordenou a mudança da igreja e residência arquiepiscopais para a antiga igreja e casa professa da Companhia de Jesus; segundo o monarca, as condições em que se encontrava a antiga Sé não dignificavam a sua condição; 1776 - derrocada dos dois últimos pisos da torre N., afetada por um raio, que afetou a nave lateral e as duas capelas laterais mais próximas, não voltando a ser levantada; 1778 - a rainha D. Maria I (1734-1826) ordenou que se restaurasse a Sé, sem que no entanto a torre tivesse sido reposta na íntegra; 1780 - o Cabido retorna à Sé; 1886, 03 jun. - a Concordata adicionou à Sé o título de Patriarca ad honorem das Índias Orientais; 1894 - as janelas de cascas de ostra, carepas, são substituídas por vidraças; 1898 - a Sé foi ressagrada pelo bispo de Cochim, D. Mateus de Oliveira Xavier (1858-1929), não existindo memória de uma sagração inicial; séc. 20, 1.ª metade - demolição de vários corpos; 1911 - a cruz do frontispício foi destruída por um raio; 1932, 31 mar. - classificação da Sé como Monumento Nacional pelo decreto n.º 1360 de 31 de março; 1948 - foi celebrado o Jubileu de Ouro da Sagração da Igreja Catedral da Sé de Goa; 1986 - o remanescente de Velha Goa foi incluído na Lista de Património Cultural da Humanidade da UNESCO.