10 Anos após o Sismo dos Açores de 1 de Janeiro de 1980, Secretaria Regional da Habitação e Obras Públicas, Delegação da ilha Terceira, 1990, Açores
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10 Anos após o Sismo dos Açores de 1 de Janeiro de 1980.
Monografia organizada Carlos Sousa Oliveira, Arcindo R. A. Lucas e J. H. Correia Guedes.
Secretaria Regional da Habitação e Obras Públicas, Delegação da ilha Terceira, Açores, 1990.
Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal.
No dia 1 de janeiro de 1980 ocorreu um sismo catastrófico no grupo central das ilhas dos Açores, no qual 73 pessoas faleceram e mais de 400 ficaram feridas, atingindo magnitude de 7,2 na escala de Richter e com epicentro localizado a cerca de 50 km a WNW de Angra do Heroísmo. Este sismo causou elevados danos materiais nas ilhas Terceira e de S. Jorge, e danos menores na ilha Graciosa. Mais de 15.000 edifícios ficaram total ou parcialmente destruídos. As freguesias mais afetadas foram Doze Ribeiras, Santa Bárbara, Serreta e Cinco Ribeiras, situadas na metade ocidental da ilha Terceira, e a freguesia do Topo, localizada na ponta oriental da ilha de São Jorge, onde atingiu intensidade máxima de VIII na Escala Macrossísmica Europeia (EMS-1998). O sismo de 1980 provocou um tsunami, felizmente, de fraca magnitude, somente detetado instrumentalmente pelos marégrafos de Angra do Heroísmo e da Horta, não provocando quaisquer danos.
A UNESCO enviara logo uma comissão à Terceira entre 23 e 31 de janeiro de 1980, 20 e poucos dias após o sismo que quase destruíra da cidade, para avaliar a destruição e, em 1981 foi apresentado o projeto de candidatura. O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, foi classificado no dia 7 de dezembro de 1983 pela UNESCO, como Património da Humanidade, pelos critérios IV e VI: a sua importância como escala de rotas marítimas e o seu papel na aproximação das civilizações.