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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1900-01-13 00:00:00
Data de Publicação:
28/06/2022
Autor:
D. Tivisco/Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-06-28
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Marqueses do Funchal, notícia genealógica de D. Tivisco, Diário de Notícias, Funchal, 13 de janeiro de 1900, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Marqueses do Funchal.
    (1866-1923)
    Notícia genealógica de D. Tivisco.
    Diário de Notícias, direção de Tristão Vaz Teixeira de Bettencourt da Câmara (1848-1903), Barão do Jardim do Mar (1896), Funchal, 13 de janeiro de 1900, p. 2, ilha da Madeira.

    Agostinho de Sousa Coutinho, 3.º Marquês do Funchal (1866-1923).
    Agostinho de Sousa Coutinho nasceu em Lisboa, a 3 março 1866, sendo o 3.º filho do 3.º conde de Linhares e D. Ana Carlota Rolim de Moura Barreto, filha do duque de Loulé. Em 1893 foi nomeado delegado do procurador régio da comarca de Torres Vedras e transferido para Sintra, vindo a militar no Partido Progressista, nascido da fusão do Partido Histórico do seu avô duque de Loulé e do Partido Reformista, que passou a alternar no governo com o Partido Regenerador. Foi na alternância governativa entre estes partidos que surgiram as nomeações em 1899 e, depois, em 1904, do intitulado Marquês do Funchal para o governo civil do Funchal, título somente oficializado em 1908. Tendo os irmãos mais velhos optado pelo título de Conde de Linhares, com o falecimento da sua tia, que usava o título de 2.ª Marquesa do Funchal, como aia da rainha, passou usar o título de 3.º Marquês do Funchal, dentro de um determinado quadro ideológico dos membros do Partido Progressista, herdeiro do velho Partido Histórico.
    A nomeação de governador civil do Funchal do Marquês do Funchal teve a data de 23 de dezembro de 1899, tendo chegado a 13 de janeiro seguinte e tomado posse dois dias depois. A passagem do Marquês do Funchal pelo governo civil do Funchal pautou-se por uma gestão corrente e, com a posse do novo gabinete dos regeneradores, foi demitido a 25 de junho e retirou-se para Lisboa com a família. Voltava ao lugar por decreto de 22 de outubro de 1904, tendo chegado a 9 de dezembro e tomando posse no dia seguinte. A 19 de junho de 1905 era exonerado a seu pedido, mas ainda aceitando o governo civil de Coimbra, que ocupou entre 20 de janeiro e 25 de junho de 1910. O antigo governador Agostinho de Sousa Coutinho faleceu em Cascais, a 22 de dezembro de 1923.