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Arquipelago de Origem:
Paris
Data da Peça:
1913-00-00
Data de Publicação:
12/06/2022
Autor:
Francisco Franco
Chegada ao Arquipélago:
2022-06-12
Proprietário da Peça:
Rui e Joana Carita
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Guilherme de Santa-Rita, caricatura de Francisco Franco, Paris, 1913, França

Categorias
    Descrição
    Guilherme de Santa-Rita
    (1889-1918).
    Desenho sobre papel, 26 x 19 cm,
    Caricatura de Francisco Franco (1885-1955), Paris, 1913.
    Antiga coleção do Autor.
    Fotografia de 11 de junho de 2022.
    Coleção Rui e Joana Carita, Amadora, Portugal

    Proveniente de um conjunto de desenhos de Francisco Franco, nem todos assinados, oferecidos pelos herdeiros em 1987, 4 dos quais com músicos de café (?), por certo, realizados em Paris, na sua segunda estadia. Faziam parte de um conjunto de que o Autor nunca se desfez, representando uma fase muito especial da sua vida. No verso de um existe uma conta e uma indicação de Santa Rita, parecendo haver uma dívida qualquer.
    Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa Rita ou Guilherme de Santa-Rita, mais tarde, apenas, Santa-Rita Pintor (Lisboa, 31 out. 1889-Idem, 29 abr. 1918) foi um pintor português, figura mítica da primeira geração de pintores modernistas portugueses. Nunca expôs em Portugal, mas esteve vários anos em Paris garantindo, com Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), a primeira ligação efetiva às vanguardas históricas do início do século XX. Possuía uma muito especial relação com os irmãos Henrique (1883-1961) e Francisco Franco (1885-1955), havendo apontamentos na documentação do último a seu respeito, provavelmente pontuais empréstimos e tendo Francisco mantido no seu atelier, até falecer, um seu desenho de modelo vivo (1910), tal como uma caricatura do mesmo em Paris, em 1913.  Santa-Rita morreu prematuramente, antes mesmo de completar 29 anos de idade, vitimado por tuberculose pulmonar, deixando ordem expressa para que todos os seus trabalhos fossem queimados, pelo que da sua obra da maturidade resta pouco mais que uma única pintura e um conjunto de reproduções rudimentares, a preto e branco, nas revistas Orpheu (1915) e Portugal Futurista (1917). De personalidade paradoxal, Santa-Rita era, segundo Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), que se inspirou nele para um personagem de A confissão de Lúcio, 1914, "um tipo fantástico", "ultramonárquico", "intolerável" e "insuportavelmente vaidoso".