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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1948-12-17
Data de Publicação:
31/05/2022
Autor:
Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-05-31
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Notícia da futura aquisição do original das "Saudades da Terra" do Doutor Gaspar Frutuoso, 1590 pela Junta Geral de Ponta Delgada, in Diário de Notícias do Funchal, 17 de dezembro de 1948, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Notícia da futura aquisição do original das "Saudades da Terra" do Doutor Gaspar Frutuoso, 1590 pela Junta Geral de Ponta Delgada
    Exemplar na biblioteca dos herdeiros da condessa de Cuba (1860-1945)
    In Diário de Notícias do Funchal, 17 de dezembro de 1948, ilha da Madeira.

    D. Maria Francisca Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara (20.1.1860—10.1.1945), condessa de Cuba, de origem açoriana, filha de António Borges de Medeiros Dias da Câmara e Sousa, primeiro marquês da Praia e de Monforte e de sua mulher, D. Maria José Coutinho Maldonado de Albergaria Freire. Casada com D. Alexandre Domingos Henriques Pereira de Faria Saldanha de Lancastre, primeiro conde de Cuba, não tendo descendência, fundou e dotou várias instituições de caracter assistencial, religioso, espiritual e cultural, como o Instituto Condessa de Cuba, em Oeiras.
    Doutor Gaspar Frutuoso (Ponta Delgada, 1522; Ribeira Grande, 24 ago. 1591). Licenciado ou doutorado em teologia pela Universidade de Salamanca, veio a retirar-se para a paróquia da Ribeira Grande, na sua ilha natal, onde compôs as Saudades da Terra e as Saudades do Céo, estas últimas ainda inéditas. O primeiro trabalho, em 4 volumes, conforme o nome indica, dedica-se à História, sendo o 2º volume dedicado ao arquipélago da Madeira.
    As Juntas Gerais de Província e, depois, de Distrito, foram criadas em 1832, mas esta estrutura somente foi instalada na Madeira em 1837 e, com alguma continuidade, depois da reforma de 1842, altura em que passou a contar com sala própria em S. Lourenço e horário e dia estabelecidos para as reuniões. Ainda foi reformulada em 1854, em 1895 e só teria efetiva continuidade a partir de 1901, então como Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal. A representatividade das Juntas Gerais era muito importante e, nos finais do século, com as dificuldades experimentadas pelo governo de Lisboa, tinham sido extintas pelo decreto de 6 de agosto de 1892, decisão sancionada nas seguintes reformas de 1895 e de 1896, embora continuassem a funcionar nos distritos insulares. Em 1895, entretanto, abrira-se um precedente em relação aos Açores, extensivo à Madeira em 1901, na sequência da visita régia de junho desse ano, então como juntas gerais do distrito autónomo. Voltariam a ser restabelecidas no continente em outubro de 1910, após a implantação da República, mas algumas nem voltariam a ser instaladas, sendo de novo extintas pelo Código Administrativo de 1936. Representando efetivamente as forças vivas da ilha, foi esta estrutura o primeiro governo local insular, embora com uma representatividade e democraticidade muito afastada da que hoje lhe conhecemos, mas onde nos inícios e meados do séc. XX foi sendo discutida a autonomia e ainda sendo no seu edifício sede que funcionam parte das estruturas do atual governo regional da Madeira.