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Arquipelago de Origem:
Terceira (Açores)
Data da Peça:
1983-09-20
Data de Publicação:
30/04/2022
Autor:
RTP Açores e Antena 1
Chegada ao Arquipélago:
2022-04-30
Proprietário da Peça:
Diocese dos Açores
Proprietário da Imagem:
RTP Açores e Antena 1
Autor da Imagem:
RTP Açores e Antena 1
Sé de Angra após o sismo de janeiro de 1980 e o incêndio de 1983, Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores

Categorias
    Descrição
    Sé de Angra após o sismo de janeiro de 1980 e o incêndio de julho de 1983.
    Fotografia RTP Açores e Antena 1 de meados de setembro de 1983.
    Angra do heroísmo, ilha Terceira, Açores.



    Esta foto é de 1983, após o incêndio que lhe destruiu o recheio e o teto, acabando por alargar os danos a toda a estrutura. O incêndio foi a 5 de julho de 1983 e a torre desmoronou se a 26 de setembro do mesmo ano. No dia 1 de janeiro de 1980 ocorreu um sismo catastrófico no grupo central das ilhas dos Açores, no qual 73 pessoas faleceram e mais de 400 ficaram feridas, atingindo magnitude de 7,2 na escala de Richter e com epicentro localizado a cerca de 50 km a WNW de Angra do Heroísmo. Este sismo causou elevados danos materiais nas ilhas Terceira e de S. Jorge, e danos menores na ilha Graciosa. Mais de 15.000 edifícios ficaram total ou parcialmente destruídos. As freguesias mais afetadas foram Doze Ribeiras, Santa Bárbara, Serreta e Cinco Ribeiras, situadas na metade ocidental da ilha Terceira, e a freguesia do Topo, localizada na ponta oriental da ilha de São Jorge, onde atingiu intensidade máxima de VIII na Escala Macrossísmica Europeia (EMS-1998). O sismo de 1980 provocou um tsunami, felizmente, de fraca magnitude, somente detetado instrumentalmente pelos marégrafos de Angra do Heroísmo e da Horta, não provocando quaisquer danos.
    A igreja do Santíssimo Salvador, foi mandada levantar em 1568 pelo cardeal D. Henrique (1512-1580), ao mestre Luís Gonçalves Cotta (c. 1530-1608), para substituir a anterior igreja matriz levantada em 1461 por Álvaro Martins Homem (c. 1430-1482) , e só seria benzida em 1618. Toda fenestração é profunda, indiciando uma construção quase militar, com cubas a encimarem as escadas interiores que enquadram a capela-mor, como grande parte do estilo chão português, embora de certa monumentalidade.