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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1500-00-00
Data de Publicação:
26/03/2022
Autor:
Oficinas portuguesas (atr.)
Chegada ao Arquipélago:
2022-03-26
Proprietário da Peça:
Museu Militar de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Barbucomedie, 2018
Autor da Imagem:
Barbucomedie, 2018
Montante ou espada de duas mãos dita de Vasco da Gama, 1500 (c.), Museu Militar de Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Montante ou espada de duas mãos dita de Vasco da Gama.
    1500 (c.).
    Ferro, 173 cm.; lâmina, 133 cm.; pua, 14,5 cm.; larg. nos quartões, 50 cm.
    Fotografia Barbucomedie, 27 de julho de 2018
    Sala Vasco da Gama, Museu Militar de Lisboa (MML00033), Portugal

    Espada de duas mãos (montante) com folha direita de dois gumes ondeados e talão apresentando duas caneluras longitudinais tendo ao meio duas orelhas ou espéras. Os quartões são rectos engrossando nos extremos. As guardas são também de varão de ferro, formando argolas duplas que partem dum e doutro lado dos quartões cruzando-se na parte superior. O pomo bastante pesado tem a forma ovoide. O espigão é revestido de couro formando o punho. Eram armas, no século XVI, já quase só de cerimónia, como presentes na série das tapeçarias de D. João de Castro (1500-1548), 1545, onde João Luís, Condestável de Goa, empunha arma semelhante e desaparecendo progressivamente com a utilização das armas de fogo, embora ainda se mantendo no XVII e, inclusivamente, nos dias de hoje, como em cerimónias da Guarda Suíça do Papa.
    Vasco da Gama (Sines, 1460 a 1469; Cochim, 24 dez. 1524). D. Manuel I (1469-1521) confiou-lhe o comando da frota que, em 8 jul. 1497, largou do Tejo em demanda da Índia, e que se compunha de quatro pequenos navios: São Gabriel, São Rafael, a Bérrio e São Miguel, não passando, este último, da baía de S. Brás, onde foi queimado. A 2 mar. 1498, aportou a armada à ilha de Moçambique, depois de haver sofrido temporais e de ter Vasco da Gama sufocado com mão-de-ferro uma revolta da marinhagem. O piloto que o sultão de Moçambique lhe deu para o conduzir à Índia, teria sido, secretamente, incumbido de entregar os navios portugueses aos Mouros em Mombaça. Um acaso, entretanto, gorou a cilada e Vasco da Gama conseguiu um outro piloto em Melinde, avistando Calecut a 17 abr. 1498. Estava descoberto o caminho marítimo para a Índia e aberta uma nova página da História do Mundo. D. Manuel recompensou este glorioso feito, nomeando Vasco da Gama almirante-mor das Índias e fazendo-lhe doação de trezentos mil réis de renda. Voltou mais duas vezes à Índia, a última já como conde da Vidigueira, de que foi governador e quarto vice-rei, embora por pouco tempo, falecendo de malária em Cochim.