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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
2021-12-20
Data de Publicação:
21/12/2021
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2021-12-21
Proprietário da Peça:
Assembleia Legislativa Regional
Proprietário da Imagem:
Duarte Gomes/JM
Autor da Imagem:
Duarte Gomes
Missa do Parto celebrada na capela de Santo António da Mouraria da Assembleia Legislativa Regional, 20 de dezembro de 2021, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Missa do Parto celebrada na capela de Santo António da Mouraria da Assembleia Legislativa Regional por D. Nuno Brás, bispo do Funchal.
    Capela instituída a 14 de dezembro de 1714 e reaberta ao culto a 4 de dezembro de 1990.
    Fotografia de Duarte Gomes/JM, 20 de dezembro de 2021.
    Funchal, ilha da Madeira.

    Cronologia da capela de Santo António da Mouraria da antiga Alfândega do Funchal:
    1714, 14 dez. - instituição testamentária da capela de Santo António pelo provedor Dr. João de Aguiar; 1715, 14 jan. - falecimento e abertura do testamento do provedor, depois enterrado na sua capela; 1733, 30 jun. - mandado do Conselho da Fazenda para obras na Alfândega; 1736, 24 dez. - vistoria e autorização de culto na capela de Santo António; 1982, 29 abr. - Governo Regional aprova a recuperação do edifício para instalação da Assembleia Regional; 1985 - início das obras de recuperação, segundo projeto do Arq. Chorão Ramalho (1914-2002); 1987, 4 dez. - inauguração das instalações da Assembleia Legislativa Regional; 1990, abr. - inícios dos trabalhos de remontagem do antigo portão da bateria no jardim do pátio; 4 dez. - edição de livro sobre o edifício, de litografia do desenho de Bartolomeu João, abertura ao culto da capela de Santo António e inauguração da estátua alusiva à "trilogia dos poderes" do escultor Amândio de Sousa.
    A tradição das Missas do Parto na Ilha da Madeira
    Há referências antigas sobre as “missas de Natal” na ilha da Madeira e que poderão incluir as missas do parto, a missa do galo e a missa do dia de Natal. Paras estas missas eram dispensadas verbas elevadas, pelas fábricas das igrejas e pelas confrarias, destinadas à música e cantoria, decoração/ornamentação, cera e azeite, e ainda pagamento aos padres que diziam os sermões. Também deveria haver fogo, pois desde o século XVII que era comum à sua utilização nas festividades religiosas, como está documentado na catedral funchalense com a festa de Nossa Senhora do Rosário.
    A missa do galo, por exemplo, está referida em 1582, na Sé do Funchal, e a 26 de julho de 1610 o vigário da Igreja de Nossa Senhora da Graça do Estreito de Câmara de Lobos afirma que depois da missa do galo ficavam muitas mulheres na igreja causando grande perturbação. Era o conflito entre o sagrado e o profano, havendo denúncias que nestas missas havia festividades e cantorias “desonestas” e realizavam-se fora de horas decentes. Das “missas do parto” temos notícias em 1685 (Ribeira Brava); em 1688 (São Vicente); em 1690 (Convento de Santa Clara). No ano económico de 1740-1741, foram celebradas “missas do parto”, do Natal e das oitavas na Misericórdia do Funchal, e em 1757 a confraria da “Igrejinha” pagou 3$000 réis pela celebração das “missas do parto” e do Natal. Até em testamento estão referidas as “missas do parto”, no cumprimento de missas, como registado em 1705, por D. Clara Milheiro, mulher de Francisco Pardo de Figueiroa, na Calheta. Em 1756, os paroquianos da Quinta Grande (Campanário) eram devotos à celebração das “missas do parto”. Diretamente relacionada com as “missas do parto” estará a veneração à Senhora da Expectação ou do Ó, que na Madeira está documentada pelo menos desde 1588, quando na Sé do Funchal estão referidas as festas em sua honra.
    Créditos
    : 600 Anos da Madeira e Porto Santo.