João Francisco Camacho e filhas, fotografia de Lisboa, 1890 (c.), Portugal
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Descrição
João Francisco Camacho e filhas
(1833-1898).
Maria Matilde Camacho, Júlia Henriqueta Camacho e Adelaide Cristina Camacho
Fotografia, 16,5 x 10,8 cm.
Camacho, Lisboa, Rua Nova do Almada, 116, Trabalhos todos os dias das 9 às 4, 1890 (c.)
ABM/ARM, JFC/B/016/000032 e MFM-AV, dep. ABM, JFC/137.
Pub. por Pedro Afonso Clode de Sousa, “João Francisco Camacho (1833-1898) – O fotógrafo e o seu tempo”, Islenha, n.º 68, direção de Cláudia Faria, Funchal, DRC, jan. - jun. 2021, p. 104, ilha da Madeira.
João Francisco Camacho (São Pedro do Funchal, 19 set. 1833; Lisboa, 20 nov. 1898). Filho de Francisco Militão Camacho (Funchal, 10 mar. 1800; São Pedro, 10 mar. 1868) e de Maria Helena Vilas Boas Pombo foi o mais velho de 9 irmãos. Casou com 24 anos com Júlia Alves, de que houve larga geração. Tendo começado a sua atividade profissional como encadernador com o seu pai, face à sua qualidade de trabalho, a ex-imperatriz do Brasil, D. Amélia de Leuchtenberg de Bragança (1812-1873), então no Funchal, atribui-lhe uma bolsa de estudo para se aperfeiçoar em Paris, em 1853. Regressado ao Funchal, no entanto, abre um estúdio de fotografia, primeiro, na Rua do Conselheiro José Silvestre Ribeiro, n.º 5 e, em 1870, no outro lado do Jardim Municipal, na Rua de São Francisco, n.º 5. Em 1878 parte para Lisboa com a já numerosa família, abrindo estúdio no Hotel Gibraltar, no Chiado, estúdio que veio a arder em 1880, abrindo então novo estúdio na Rua Nova do Almada, n.º 116, onde trabalhará até à sua morte, em 1898. Fotografou as mais altas figuras do meio artístico e social nacional, incluindo membros da família real, tal como os seus colegas fotógrafos. Viajou, entretanto, pela Europa e pelos Estados Unidos da América, tomando conhecimento dos desenvolvimentos da arte fotográfica e, em 1894, foi-lhe atribuída a chancela de Photographo da Casa Real. É um dos fotógrafos paisagistas mais relevantes da fotografia portuguesa do século XIX, tendo participado em diversas mostras internacionais: Exposição Universal de Viena (1873) onde foi distinguido com a Medalha de Mérito, Exposição de Filadélfia (1876), com fotografias da Ilha da Madeira, Exposição Nacional de Fotografia do Porto (1886), Exposição Nacional das Industrias Fabris (1888), Exposição Fotográfica na Casa Portuguesa em Paris (1886), Exposição Internacional de Paris (1892) e Exposição Insular e Colonial Portuguesa (1894), no Palácio de Cristal. Colaborou com o periódico ilustrado O Occidente (1878-1915). (A.P).