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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1938-00-00
Data de Publicação:
25/09/2021
Autor:
Almada Negreiros
Chegada ao Arquipélago:
2021-09-25
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Fundação Calouste Gulbenkian
Autor da Imagem:
Fundação Calouste Gulbenkian
Autorretrato de Almada Negreiros, Lisboa, 1938, Portugal

Categorias
    Descrição
    Autorretrato,
    Lápis sobre papel, 70 x 50 cm.
    Almada Negreiros (1893-1970), Lisboa, 31 de janeiro de 1938.
    Assinado / Datado Inscrição: A “Edições Europa” / Lxa 31 Jan 38.
    Coleção particular.
    Exposição José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2017
    Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.
    José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid, 1927

    José Sobral de Almada Negreiros (São Tomé e Príncipe, 7 Abr. 1893; Lisboa, 15 Jun. 1970). Escritor e artista plástico, trabalhou em Paris, em 1919 e, em Madrid, em 1927, tendo sido um dos fundadores da revista Orpheu (1915), veículo de introdução do modernismo em Portugal, onde conviveu de perto com Fernando Pessoa (1888; 1935). As duas orientações de busca e criação de Almada Negreiros foram a beleza e a sabedoria. Para ele "a beleza não podia ser ignorante e idiota tal como a sabedoria não podia ser feia e triste" (Freitas, 1985). Almada Negreiros foi um pintor-pensador, praticante de uma arte elaborada que pressupõe uma aprendizagem que não se esgota nas escolas de arte; bem pelo contrário, uma aprendizagem que implica um percurso introspetivo e universal. Vulto cimeiro da vida cultural portuguesa durante quase meio século, contribuiu mais que ninguém para a criação, prestígio e triunfo do modernismo artístico em Portugal. Na sua evolução como pintor, Almada passou do figurativismo e da representação convencional dos primeiros tempos, para a abstração geométrica, matemática e numérica que caracteriza as suas últimas obras. Além da literatura e da pintura a óleo, Almada desenvolveu ainda composições coreográficas para ballet, trabalhando em tapeçaria, gravura, pintura mural, caricatura, mosaico, azulejo e vitral. Casado com a pintora Sarah Afonso (1899-1983), em 1935, faleceu a 15 Jun. 1970 no Hospital de S. Luís dos Franceses, em Lisboa, no mesmo quarto onde morrera o seu amigo Fernando Pessoa.