Tiara de diamantes e safiras da rainha D. Maria II, 1840 (c.), Portugal
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Descrição
Tiara de diamantes e safiras de D. Maria II.
(1819-1853)
Remontagem de oficina Lisboa (?), 1840 (c.).
Leilão Christie's, Genebra, 12 de maio de 2021, vendida para Inglaterra por 1.300.000 euros.
Proveniente da casa Hohenzollern-Sigmaringen, Baden-Wuttenberg, Alemanha.
Esta tiara cravejada de diamantes e safiras, com uma notável safira birmanesa no centro, pertenceu à rainha D. Maria II (1819-1853) e terá sido herdada pela filha da rainha, a infanta D. Antónia de Bragança (1845-1913), princesa de Saxe-Coburgo-Gota e duquesa de Saxe, quando se casou, em 12 de setembro de 1861, em Lisboa, com Leopoldo (1835-1905), príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen. Uma neta, D. Augusta Vitória (1890-1966), casaria em Sigmaringen, em 1913, com o ex-rei D. Manuel II de Portugal (1889-1932), tendo a avó ainda assistido ao casamento, mas falecendo pouco tempo depois, a 27 de dezembro de 1913. D. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Luísa Gonzaga de Bragança e Áustria, depois D. Maria II de Portugal (Palácio da Boavista, Rio de Janeiro, 4 abr. 1819; Palácio das Necessidades, Lisboa, 15 nov. 1853). Filha dos infantes D. Pedro e de D. Leopoldina, foi ajustado o seu casamento com o tio, o infante D. Miguel (1802-1866), em 2 maio 1826, quando tinha 7 anos de idade, celebrado por procuração em Viena, em 29 out. 1826, mas não confirmado depois. Viria a ser aclamada rainha com 15 anos, em 1834. Casaria a 21 jan. 1835 com Augusto de Beauharnais (1810-1835), duque de Leuchtenberg e irmão da sua madrasta, D. Maria Amélia de Leuchtenberg (1812-1873) e que acompanhara a irmã para o Brasil, mas marido que faleceria 2 meses depois em Lisboa, em março e em 9 abr. 1836, com D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota (1816-1885). A rainha viria depois a falecer em Lisboa, no palácio das Necessidades, com 34 anos, vítima do 11.º parto, quando dos 2 anteriores já experimentara francas dificuldades.