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Arquipelago de Origem:
Paul do Mar
Data da Peça:
1971-00-00
Data de Publicação:
18/12/2020
Autor:
Francisco Simões
Chegada ao Arquipélago:
2020-12-18
Proprietário da Peça:
Freguesia do Paul do Mar
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Dr. João Maurício Abreu dos Santos, bronze de Francisco Simões, 1971, Paul do Mar, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Dr. João Maurício Abreu dos Santos
    Dr. João Maurício
    (1906-1969)
    Homenagem dos Amigos Pauleiros
    Bronze, 66 cm., sobre pelintro de mármore, Francisco Simões (1946-), 1971.
    Serrado da Cruz, Paul do Mar, Calheta, ilha da Madeira.

    João Maurício Abreu dos Santos (Paul do Mar, 17 set. 1906; Sítio do Pico, Prazeres, 11 maio 1969). Foi uma das personalidades mais reconhecidas do Paul do Mar e um prestigiado médico (terminou o curso de Medicina em Coimbra no ano de 1935), presidente da Câmara da Calheta e presidente da comissão concelhia da União Nacional. Na sua passagem pela câmara da Calheta, a mesma assumiu a construção de muitos dos fontenários no Concelho. Faleceu inopinadamente, na freguesia dos Prazeres, onde se encontrava a exercer clínica.
    Francisco Simões Santos (Porto Brandão, Almada, 1946-) concluiu, em 1965, o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa e, entre 1967 e 1968, esteve em Itália e em França, como bolseiro. Radicado na Madeira, em 1973, veio a ocupar o lugar de professor da Escola Secundária da Ribeira Brava e na comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes. Concluiu o curso de Escultura, em 1974, na então Academia de Música e Belas Artes da Madeira, mas teve de abandonar a Madeira um ano e pouco depois, na sequência da conturbada situação regional após o 27 de Abril de 1974. Veio então a desenvolver uma interessante carreira como artista plástico e ilustrador, tendo começado por assinar alguns trabalhos de pintura como Francisco de Almada e reservando o apelido de Simões para a escultura. Como escultor "O autor considera-se um descendente dos escultores da escola de Mafra e das suas técnicas manuais de dar vida à pedra. Na época da mecanização recusa o facilitismo destes processos, preferindo o moldar cuidado de cada centímetro de pedra por processos manuais. O resultado final é esplendoroso, os brilhos dos mármores são potenciados libertando a sua beleza escondida" (Texto do Metropolitano de Lisboa).